Construção – Lajes

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Olá, pessoal, depois de um bom tempo resolvi escrever mais um artigo. A ideia veio do pedido de um amigo que está construindo sua casa e pediu dicas para a compra de concreto usinado para a laje. Está muito difícil escrever no blog, o tempo está cada vez mais curto, não sei quando surgirá um novo artigo.
Quando estava fazendo o terraço daqui de casa descobri que esse é mais um mercado em que acontecem algumas picaretagens, então tem que ter cuidado na hora de contratar. O concreto numa obra é algo barato em relação ao preço total da obra e praticamente impossível de ser substituído, por isso, nesse caso, talvez seja melhor pagar um pouco mais caro no concreto de uma boa empresa. Já imaginou depois de sua laje pronta ter que demolir todo o serviço porque a qualidade do produto é ruim, ou ter que gastar mais com obras complementares para poder ter segurança e ficar sem transtornos, como vazamentos?
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Então vamos às dicas:
•    Primeiro saiba que produto você precisa, concreto não é tudo igual. Existem vários tipos de concreto no mercado, mas para obras residenciais as opções são menores, então é mais fácil de escolher. Não tem como comparar preços se não estamos tratando do mesmo produto. Basicamente temos que saber qual resistência queremos, ela é medida pela capacidade de suportar compressão e é chamada de FCK. A unidade de medida do FCK é o Megapascal (MPa), onde 1,0 MPa equivale à capacidade de suportar 10 Kgf/cm² (força por área é igual medida de pressão), como eu pretendia usar a laje para alguns eventos, construir uma cozinha e banheiros, a escolha foi pelo concreto de resistência de 25 MPa. O tipo de brita foi a zero (que tem diâmetro de 12mm), pois, conforme a ABNT, o tamanho da brita não pode ultrapassar 1/3 da espessura da laje que foi indicado pelo pedreiro ser de 70mm (1/3 de 70mm é 23mm, que seria nosso limite).

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•    O segundo ponto é saber a quantidade de concreto que precisará. Inicialmente essa tarefa parece fácil, você pensa em calcular a área da laje e multiplicar pela espessura, porém, o cálculo não é tão simples. A laje não é um tanque impermeável e sem deformação, portanto, é necessário calcular um percentual a mais para o concreto que é “perdido” ao se infiltrar e deformar estruturas. É aqui que começa a picaretagem de algumas pessoas. Alguns vendedores calculam uma quantidade maior de concreto que a necessária para, dessa forma, ganhar com a diferença entre o que ele te vende e o que é entregue. Também há um risco nesse ponto, que é o de faltar concreto quando o cálculo é mal feito. Por isso é necessário pesquisar preços com vários fornecedores e, como veremos adiante, buscar referências de fornecedores.
•    O terceiro ponto é procurar referências do fornecedor. É preciso pesquisar a reputação da empresa, procurar por reclamações na internet ou de outras pessoas que compraram, como vizinhos. Também é bom se informar com pessoas que fizeram obra há mais tempo, para saber como ficou, se não apresenta rachaduras ou infiltrações. Na época vi reclamações até de empresas grandes. Aqui vale uma ressalva, tem que verificar se a pessoa cumpriu o processo de cura corretamente. Depois que a laje é concretada é necessário molhá-la em intervalos curtos de horas, caso contrário ela poderá trincar.

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•    Por fim, como o nome do blog diz, foi a hora de ser pão duro. Contratei uma empresa que tinha boa reputação e bons preços. Ah! Não deixe de tentar pechinchar, sempre sai um desconto, mesmo que pequeno. Além disso, as empresas costumam ter opções de pagamento sem juros. Pra quem está construindo, toda a economia é bem vinda, uma obra é algo bem caro.
Para quem quer contratar esse serviço em BH e região, segue o site da empresa que contratei: www.asamix.com.br. Eles têm bom preço e boas referências, a obra ficou boa e com custo baixo. Vi que o site atual deles conta com alguns artigos bem interessantes sobre o tema, além de algumas dicas e alertas pra hora de contratar.

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Manual prático de investimento no Tesouro Direto (títulos públicos)

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Olás!

Ah eu voltando depois de muito tempo de novo, não prometo mais nada agora…

Mas vamos lá, novamente a necessidade de alguns amigos e parentes me motivou a escrever esse post.

Primeira coisa: Não entre em Pânico! E leia até o final antes de pensar em desistir!

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Apesar de haver milhares de sites, posts, notícias sobre investimentos, todos são muito genéricos e abertos, e acabam desestimulando as pessoas a investir.

Aqui eu não vou discutir qual a melhor aplicação nos detalhes, nem vou ficar sugerindo muitas opções, vou restringir para facilitar.

Depois que você fizer a sua primeira compra do Tesouro e finalmente entender como é ridiculamente fácil, aí você começa a procurar outras opções além das dadas aqui.

Então é isso, vou restringir suas opções, mas você vai ter um guia direto, rápido e fácil de como sair fora da poupança e ir pros investimentos de verdade!

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Fuja da Poupança!

 

Passo 1: Criar uma conta em uma corretora

A corretora utilizada será a Easynvest. Motivos? 0% de taxa para aplicações em renda fixa, isso, de graça!

Não existe pegadinha e pode parar com a mania de conspiração, infelizmente não ganho comissão deles e só isso que é de graça lá, ações por eles acho bem caro, por exemplo, mas como não vamos mexer com elas lá, isso não importa pra gente.

Outros pontos fortes dela:

1. Cadastro da conta TOTALMENTE online, você só precisa mandar o contrato assinado escaneado por e-mail.

2. Interface fácil e amigável.

3. Tem conta no Bradesco, ou seja, quem também tiver manda seu dinheiro pra lá de graça, sem pagar nem DOC/TED.

Easynvest

Tendo explicado até demais o porquê da corretora (bastava o taxa 0 pra mim! hehe), como abrir a conta?CadastroEasy

Entre em www.easynvest.com.br e clique em criar login no canto direito superior.

Preencha esse simples pré cadastro.

Logo em seguida você receberá um código que será sempre necessário para logar no sistema, guarde esse código.

Utilizando o código você já entra no portal e faz um cadastro mais completo das suas informações, são 6 passos bem simples, já contando com a transferência dos primeiros recursos que pode ser feita depois.

Ao final ele te indicará seu perfil de investidor (apenas informativo) e te enviará um e-mail com mais detalhes.

Pronto , agora você já está habilitado a fazer diversos tipos de investimentos, como Títulos Públicos, Privados, LCs, CDB, LCIs, ações, etc!

Cadastro

Cadastro

 

 

Passo 2: Como a grana aparece lá?

A corretora é como um banco qualquer, a diferença é que elas fazem uso de contas de outros bancos, no caso da Easy, do Bradesco.

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Então, para transferir o dinheiro para sua conta basta fazer uma transferência para a conta Bradesco da corretora, que é:

Favorecido: Easynvest – Título Corretora de Valores SA   CNPJ: 62.169.875/0001-79

Banco Bradesco – 237 – Agência: 2846-0 – Vila Olímpia – SP    Conta corrente: 100100-0

 

Após a transferência é bom ir em Conta > Movimentação e registrar que a transferência foi feita, mas muitas vezes ela já aparece no saldo automaticamente sem eu fazer nada.

 

Passo 3: Vamos às compras!

Agora que as burras estão cheias de dinheiro, é hora de gastar tudo!

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Única hora que um pão duro compra feliz, pois comprar aqui significa investir e gerar mais dinheiro!

Seguindo o caminho simplificado do post, vamos comprar Títulos da Dívida Pública/Tesouro Direto/TD, ou seja, vamos emprestar dinheiro pra Dilma.

Na Easynvest temos que ativar os produtos antes de usá-los, mas é bem simples. Clique em Produtos e Promoções, a estrela.

Procure Título Público, clique nele e depois em Aderir e coloque sua assinatura eletrônica. Pronto, está ativado!

 

Agora a parte de efetivamente comprar: no menu da esquerda clique em Renda Fixa > Título Público.

Aí está o seu cardápio, é só escolher!

Ignore os preços (mas hein!?), ignore porque você pode comprar frações e múltiplos desse valor, então ele não importa.

Olhe só para a taxa de juros. O vencimento também não importa muito, pois você pode vender os títulos antes do vencimento, mas claro que quanto mais tempo com eles melhor.

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Para você ter o gostinho de comprar um título, compre o Tesouro IPCA (NTNB Principal). Ele é indexado pelo IPCA e portanto super seguro, não tem perigo de perder dinheiro com ele, compre algo como uns R$ 500 ou R$ 1.000 só pra sentir.

 

Outras opções

Agora que os Títulos públicos não são mais aquela coisa nebulosa e distante para você, você pode experimentar outros investimentos como LCs, LCAs, LCIs e CDBs.

Escolhas...

Escolhas…

Numa explicação básica, TD, as LCs e o CDB têm Imposto de Renda (IR) e as LCAs e LCIs não.

Então para chegar no lucro real do TD, LC e CDB é preciso descontar o IR, permitindo a comparação com as LCAs e LCIs. Para tirar o IR vou dar um exemplo:

Uma LC que rende 120% do CDI e com 15% de IR versus uma LCI que rende 90% do CDI. Para saber o rendimento real da LC é preciso descontar os 15% do IR, reduzindo os 120%, da seguinte forma: 120 x (1 – 0,15) = 120 x 0,85 = 102% do CDI. Ou seja, esta LC é realmente melhor que aquela LCI, mesmo tendo IR.

Fazendo isso você pode comparar qualquer tipo de investimento, caso o investimento tenha um indexador variável como o IPCA é preciso estimar um valor o mais próximo possível da realidade para comparar, para isso consulte o histórico destes indexadores como IPCA, IGPM, CDI e SELIC.

 

Mas não se preocupe muito com isso agora, compre seu primeiro título e naturalmente você vai começar a procurar outras opções.

Abraço!

 

Como hospedar um site pagando somente a taxa de registro do domínio

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Olá pessoal, Sr. Patinhas para seu primeiro post no site.

O que vamos discutir hoje é um assunto que existe aos montes na internet, mas que é muito pouco instrutivo e muito cheio de propagandas.

Iremos considerar que você ainda não está “na internet”, ou seja, não tem o registro do seu domínio, não tem servidor de conteúdo nem de e-mails.

Ao final deste tutorial você terá configurado um domínio com o nome da sua empresa ou blog, contas de e-mails para este domínio e uma página fácil de dar manutenção, e tudo isso da melhor maneira que nosso blog gosta: (quase) De graça!!!

Conta de e-mail centralizada

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Para que possemos trabalhar com todos os serviços que serão cadastrados e configurados, recomendo que você crie uma conta de e-mails centralizada em um serviço como Gmail para servir como base para todos os serviços. Recomendo algo como: webmaster.nomedoseusite@gmail.com

O registro é muito simples de ser feito e, por isso, não será dado o passo a passo por aqui. Entre em https://accounts.google.com/SignUp e siga os passos que forem pedidos.

Registro do domínio

Agora você tem uma conta de e-mail para auxiliar na criação das contas dos outros serviços. O primeiro que você deve considerar se cadastrar é no registro.br. Este é o “cartório virtual” onde você irá registrar o seu domínio. Escolha um nome bem legal, como blogdopaoduro.com.br e preecha no campo principal do site registro.br.

Se seu domínio já estiver registrado, ele aparecerá como indisponível. Siga tentando com outros nomes até que esteja disponível.

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Se você estiver registrando um domínio para sua empresa, recomendo utilizar os dados da empresa, a partir do CNPJ, para que não exponha os seus dados como proprietário do domínio.

Preencha todos os dados que o registro.br lhe pedir. O seu domínio estará registrado após alguns minutos.

Deste custo não tem como fugir: R$ 30,00 por ano.

Contratar um servidor web gratuito

Agora que você já possui um domínio, é hora de contratar um servidor web.

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Existem várias opções pagas como Locaweb (bem conhecido no Brasil), Dreamhost, Hostgator e Bluehost são os que já utilizei e não tive muitos problemas.

Mas como estamos no Blog do Pão Duro, queremos o que há de mais barato, ou seja, DE GRAÇA!

Também existem muitos disponíveis no mercado. Tente encontrar um que não force a colocar propagandas em seu website. Faça uma busca por “free webhost” que você terá uma gama bem grande de opções.

Neste tutorial iremos utilizar o 000webhost. Ele oferece uma opção muito interessante de graça, com opção de adicionar até 5 sub-domínios e 5 endereços de e-mail, além de um espaço em disco de 1500MB, 2 bancos de dados MySQL (iremos utilizar um para o wordpress, mais a frente) e suporte a linguagens como PHP.

Não temos nenhuma relação com este host, portanto estamos apresentando ele apenas como um exemplo. Existem outras opções e eu recomendo fortemente vocês procurarem uma solução que se adapte ao que lhe convenha.

O cadastro neste serviço também é bem simples e deve começar clicando no botão “Order Now” da coluna de “Free Hosting”.

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Siga as instruções deste cadastro e você terá um serviço de hospedagem gratuito pronto para ser utilizado.

Uma parte um pouco mais técnica: Linkar o Registro com o Servidor

Agora vem uma parte um pouco mais técnica. Se você tem aquele sobrinho que manja muito de computador, é hora de chamá-lo no whatsapp! Mas se você não tiver medo de aprender, você também conseguirá!

Shocked Computer Nerd

Abra sua conta no registro.br e no 000webhost. Pegue o endereço de DNS que o 000webhost lhe dará e preencha nos campos respectivos do seu domínio no registro.br. Parece complicado, mas é só um “copiar/colar” e pronto.

Assim que o registro.br atualizar sua base de dados (que ocorre de meia em meia hora durante o dia), seu site já estará no ar com a página de testes do host.

Cadastrar os e-mails corporativos

Neste momento que você tem o seu site já linkado ao servidor é hora de criar os e-mails para o domínio. O cadastro é simples, através da própria interface do 000webhost, porém, se você se interessar em uma gama maior de produtos, também gratuitos, com um nível de confiabilidade muito grande, eu recomendo utilizar o ZohoMail. Este serviço é um pouco mais complicado de se configurar e é possível ver um passo a passo mais avançado em Como configurar um domínio completo só pagando o registro.

Se quiser, pode pular esta parte.

Hora de realmente criar o site

Agora que você já tem um registro e um servidor, é hora de ampliar os horizontes.

Eu recomendo FORTEMENTE a utilização de uma plataforma de Gerenciamento de Conteúdo, como o WordPress ou Joomla.

Neste tutorial estamos utilizando o WordPress por ser, hoje, a maior plataforma de Gerenciamento de Conteúdo do mundo, com quase 70% do mercado (segundo o próprio site do WordPress).

Faça o download da versão atual do WordPress na página https://br.wordpress.org/ (já em português) e siga os passos da documentação em http://codex.wordpress.org/pt-br:Instalando_o_WordPress. Existem inclusive vídeos com exemplos em alguns servidores como Hostgator e Locaweb como exemplo.

Deixe o seu website bonito

Agora que você já tem um site funcional e administrável através do WordPress, deixemos ele bonito! O WordPress funciona com temas. Estes temas são muito fáceis de instalar e muito fáceis de encontrar pela internet. Faça uma busca por “temas gratuitos para wordpress” ou “free wordpress templates” que você encontrará uma infinidade de opções.

Ao baixar o tema, é fácil a sua instalação. Siga os passos em: http://codex.wordpress.org/pt-br:Usando_Temas para instalá-lo em seu website.

Como deixar meu site em primeiro do Google?

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Pronto, agora você já tem um site bonito, funcional e com um conteúdo absurdamente bacana. Mas espera um pouco, NINGUÉM está vendo isso!

Uma das técnicas que estão extremamente na moda hoje são as técnicas de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização de Mecanismos de Busca, em português). Estas técnicas que irão deixar o seu website na frente dos seus concorrentes no google.

Infelizmente esta é uma área muito vasta e foge completamente do objetivo deste tutorial, mas vamos falar disso em outros posts.

Mas como eu vou saber a performance do meu site?

Já que você está se empenhando para trazer novos visitantes para o seu site, você tem de possuir algo para medir o quão bem você está trabalhando.

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Para isso será necessária uma ferramenta para análise de visitantes. A ferramenta mais utilizada, de longe, para isso é o Google Analytics. Nele você terá informações básicas como a quantidade de visitantes por dia do seu site até informações mais avançadas como o navegador ou sistema operacional utilizado pelo usuário ou a resolução da tela do visitante.

Como deixar o meu site mais rápido?

Como você fez a opção de um host gratuito, a velocidade pode não ser a que você imaginava. Isto pode ser um problema se o seu site tiver um número muito grande de fotos, vídeos e outros recursos.

Podemos aumentar um pouco esta velocidade utilizando serviços de CDN (Content Delivery Network ou Rede de Fornecimento de Conteúdo, em português). Estes serviços irão “desafogar” um pouco o seu servidor.

Para a nossa alegria, temos opções gratuitas também destes serviços. O mais utilizado e que eu recomendo fortemente é o CloudFlare.

A configuração deste serviço é um pouco mais técnica, mas não é nenhum bicho de 7 cabeças.

Pra onde ir depois daqui?

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Agora você tem um website gastando muito pouco. Já tem a possibilidade de administrar o conteúdo e o tema do seu site, recebe e-mails do seu próprio domínio, já sabe onde investir o seu tempo para melhorar a performance do seu site e como medi-la. O que mais pode ser feito?

Se você possui uma empresa local, como Tetê Araújo Massoterapia e Estética em Belo Horizonte, eu recomendo dar uma olhada no Google Meu Negócio. Ele irá ajudar a alavancar sua empresa em pesquisas como a do Google Maps e do próprio Google, deixando com uma apresentação mais elegante.

Além disso você também pode investir um pouco (deixa de ser PÃO DURO!) e pagar para aparecer nos primeiros lugares do google, na área de propaganda. Para isso você deverá utilizar o Google Adwords.

Conclusões

Depois de todas essas informações você já tem como, pelo menos, discutir com quem irá cuidar do seu website com um conhecimento maior.

Você tem aqui todas as informações necessárias para botar o seu site no ar, mas uma pessoa com um maior conhecimento com certeza fará isso com mais facilidade, porém ao contratá-lo você terá de desembolsar um pouco.

Porém eu recomendo que você tenha uma noção básica sobre como administrar o seu site, pois ninguém saberá controlar melhor o seu conteúdo do que você mesmo.

Fonte: http://jano.com.br/como-configurar-um-dominio-completo-so-pagando-o-registro/

Como tirar o visto para os EUA (sem gastar muito), passo a passo

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Viajar para os Estados Unidos da América (EUA) pode ser uma forma de economizar. Algumas coisas são tão caras no Brasil (vide iPhone e eletrônicos no geral, enxoval e acessórios para bebê, roupas de marca, etc) que ir aos EUA e comprar estas coisas sai muito mais em conta, ainda mais quando se consegue passagens de R$ 800 e ainda se aproveita para muambar e trazer algumas coisas para os amigos à módicos 30% (que não é nada perto dos 100% de imposto mais frete cobrados pelas vias normais).

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Entretanto, para você poder acessar esse paraíso de compras, ainda é preciso um visto que te possibilita entrar no país. Digo possibilita porque ele não é garantia da sua livre entrada, ele é apenas o primeiro passo. Assim como a maioria dos países da Europa que não exigem visto podem te barrar na chegada ao país, os EUA também podem, mesmo com o visto, apesar de isso ser bem incomum.

A obrigatoriedade de vistos para os brasileiros também tende a acabar. Como nós não temos um histórico de terrorismo e ultimamente estamos deixando mais dólares lá do que qualquer outro país, a tendência é que eles acabem com esta restrição. Mas para isso, entre outros detalhes, é necessária uma taxa de rejeição de vistos menor que 3%, e hoje, graças as pessoas de Governador Valadares (haha) essa taxa ainda é de 3,8%. Apesar deles ainda exigirem os vistos, após perceberem que os brasileiros são uma mina de ouro, o processo está extremamente rápido, podendo demorar menos de 5 dias, para o que antes demorava até 6 meses, além de estarem planejadas novas embaixadas em Belo Horizonte e Porto Alegre. Estatísticas.

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Aqui temos um vídeo que mostra um pouco do processo, com muita propaganda e que demonstra como eles acham que nós somos retardados a ponto de não conseguir passar um passaporte por sob o vidro ou tirar as digitais em uma máquina. Tudo bem que os brasileiros tem um problema com a definição e o respeito a filas, mas não precisava tanto!

Uma forma bem cômoda de tirar um visto é utilizando os serviços de assessoria consular, que são uma espécie de despachantes para visto (a burocracia gringa também gera empregos aqui, não é exclusividade nossa). Esses serviços custam em média R$ 600 já com a taxa de US$ 160 cobrada pela embaixada dos EUA. Eles fazem tudo pra você, só não vão na entrevista. Caso queiram ostentar com um serviço desses indico este aqui: Multivistos, de uma conhecida minha.

Agora, para quem quer economizar de verdade, vou passar o mapa da mina. O caminho é longo, mas depois que você começa é até tranquilo. Em uma sentada de umas 2 horas (menos com estas dicas) você faz tudo e até compra as passagens pro consulado, se for preciso.

As instruções básicas você encontra aqui: https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/us_before_you_apply

Mas vou descrevê-las passo a passo abaixo:

Checklist

1. Preencher o formulário DS-160 no endereço https://ceac.state.gov/genniv
Esse formulário é em inglês e pede muita coisa. Anote o código informado e a resposta da frase secreta escolhida, estas informações juntamente com seu ano de nascimento e seu sobrenome serão exigidos caso você pare de preencher o formulário e queira continuar depois.
Dicas:
– No Brasil nós não temos o telecode, marque não
– National Identification Number, coloque seu RG com a sigla do estado ou CPF (já fiz com os dois), os outros 2 números não se aplicam.
– ZIP Code é o CEP
– A maioria dos passaportes é o regular (normal), no Brasil nós não temos o Passport Book Number, então ele não se aplica.
– O tipo de visto mais requisitado é o B, pois ele serve para viagens de negócios (B1) e de turismo (B2), a opção para ambos é a primeira, B1/B2.
– Quando pedir o endereço do local que você vai ficar nos EUA, procure um hotel qualquer no Google de algum lugar que você deseja ir e coloque, a maioria das pessoas nem sabe pra onde vai no momento de tirar o visto e todas fazem isso, não sei porque esse campo ainda é obrigatório, mesmo você colocando que não tem planos de viagem ainda. Um endereço de hotel bem ostentação que vocês podem utilizar é o The Plaza Hotel, aquele que o Kevin do Esqueceram de Mim 2 se hospeda, em frente ao Central Park (com diárias de R$ 2.000):

The Plaza Hotel

768 5th Ave
New York, NY
Zip Code: 10019
Tel: + 212 759 3000 / +1 866 940 9361
plazareservation@fairmont.com

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– Quando começarem as perguntas de sim e não (lá do final, security and background information), sempre responda NÃO! Caso você responda um sim, seu visto deve ser automaticamente negado.

ATENÇÃO: Fique atento ao escolher o consulado onde você fará a entrevista. Esta informação só é revelada na hora de agendar a entrevista, quando o DS-160 já está preenchido e não há o que fazer. Atualmente é necessário ir a dois lugares para tirar o visto, primeiro deve-se ir com pelo menos um dia (e no máximo 8) de antecedência à entrevista, em um Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV), que atualmente estão presentes em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Nestes locais você leva sua confirmação do formulário preenchido e tira as digitais e a foto. Só que, as entrevistas só ocorrem nos consulados, que ainda não estão presente em Belo Horizonte e Porto Alegre, caso você queira levar seus documentos em BH, você é obrigado a fazer sua entrevista no consulado do Rio de Janeiro e caso você queira levar seus documentos no CASV de Porto Alegre, você tem de ir à entrevista no consulado de São Paulo.

Depois de terminar o preenchimento, vai aparecer uma página de confirmação com um código de barras que você deve imprimir. Atualmente não precisa da foto, ela é tirada nos CASVs. E também não precisa imprimir o formulário todo, eles falam tanto isso que se você levar e mostrar o DS-160 impresso pra eles é capaz deles colocarem isso também no vídeo para deficientes mentais deles.

 

2. Tendo o DS-160 preenchido e com a confirmação do mesmo, você já pode acessar o site https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/ss_country_welcome, fazer o seu cadastro para logar e entrar na parte de agendar a retirada de digitais e fotos nos CASVs e a entrevista nos consulados.

Antes de agendar é necessário pagar a taxa, chamada de MRV, de US$ 160 (+IOF, via cartão de crédito) ou R$ 368 (via boleto). Atualmente esta taxa é única e inclui até o envio do passaporte pelo correio, até 2012 eram umas 3 taxas separadas e você pagava o correio lá no consulado. Esse pagamento é feito no mesmo site de agendamento, logo após o logon e avançar alguns passos. Após pagar eles te informarão um número que comprova o pagamento da MRV, no cartão isso é tudo automático e já te leva para o agendamento, no caso de boleto acho que demora mais e você tem de inserir esse número para prosseguir.

Após efetuar o pagamento, você primeiro agenda a entrevista, depois aparece o agendamento do CASV, sempre com pelo menos um dia de antecedência e no máximo 8. Deixe sempre para comprar a sua passagem para o local depois de confirmar os dois agendamentos, pois aparecem “buracos” de datas entre eles, então pode ser que você não consiga ir nos dois em sequência.

Atualmente a média de espera para os agendamentos é de apenas DOIS dias! E os CASVs funcionam até na tarde de domingo, para atender quem tem entrevista no consulado na segunda-feira. Neste endereço você pode consultar o tempo para o próximo horário vago de entrevistas em cada cidade com consulado: http://travel.state.gov/content/visas/english/general/wait-times.html/

Finalizando os agendamentos, imprima também esta confirmação, que terá várias informações importantes: dois códigos de barra com o número do seu passaporte e do seu formulário DS-160, sua confirmação de pagamento da taxa MRV, alguns dados seus e as datas e horários dos agendamentos (CASV e embaixada).


Confirmação agendamento

 

Pronto, isso é tudo!

Além destas confirmações e do seu passaporte que são obrigatórios de levar, vou pode levar outros documentos. Os oficiais geralmente procuram informações a respeito dos vínculos dos solicitante – tais como ligações familiares ou emprego – que os compeliriam a retornar para casa de sua viagem aos Estados Unidos. Então eles sempre perguntam sobre o propósito da viagem, quanto tempo pretendem ficar nos Estados Unidos, e como vão cobrir os custos da viagem.

Ainda que o oficial possa não solicitar a documentação, os solicitantes podem trazer documentação administrativa para fornecer, se necessário. Documentos adicionais: documentos que provem a evidência da possibilidade de pagamento da viagem e suas conexões com um país fora dos EUA (por exemplo, cartão de trabalho, retornos de taxas de imposto de renda, contra-cheque, certidões de casamento e nascimento, documentos empresariais, extratos bancários, declarações de instituições de ensino, comprovantes de automóveis e imóveis ou qualquer outro recurso financeiro como propriedades alugadas, cadernetas de poupança, etc.).

 

Dicas adicionais:

1. Não leve nada eletrônico nem para os CASVs nem para as embaixadas, você não pode entrar com eles (apesar de em alguns CASVs eles deixarem desligar o celular) e não tem onde deixá-los, a não ser utilizando o serviço de guarda que disponibilizam nas proximidades e cobram um preço bem salgado de até R$ 20,00.

2. Caso você escolha a devolução do passaporte pelos correios, demora em média uns 10 dias.

 

Flws!!!

 

Aquecedor solar de placas e a vácuo, qual o melhor?

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Depois de toooodos os problemas que relatei no posto anterior sobre aquecedores solares no geral, ainda restava uma decisão complexa a tomar: aquecedor com tubos a vácuo ou de placas. A maioria das pessoas conhece o sistemas de placas que é bem antigo e tem vários fabricantes nacionais, já o de tubos é bem recente e muitos falam que é gambiarra, outros acham feio (eu) e os vendedores falam que ele é muito mais moderno, que toda a Europa usa e que aquece 10x mais que o de placas. No fim, os vendedores têm uma certa razão, apesar de eles serem todos fabricados na China, eles foram criados na Alemanha e são muito indicados para o clima da Europa.

A única coisa que muda entre os sistemas é a forma de esquentar a água, a parte do reservatório, instalação e dimensionamento continua o mesmo. O sistema de placas possuí uma serpentina de metal (cobre ou alumínio) com umas aletas de metal (alumínio) entre as curvas da serpentina, tudo é pintado de preto, coberto com um vidro para proteger e no fundo tem um isolamento térmico para diminuir a perda de calor para o ambiente.

 

Placas aquecedor solarplaca aquecedor solar

Já o sistema de tubos, funciona com tubos à vácuo como as garrafas térmicas. A água passa por dentro dos tubos e uma camada absorvente dentro do vidro tem o papel de esquentar a água. O único papel do vácuo é fazer o isolamento da água para o ambiente (assim como o isolamento de espuma das placas), evitando que a água perca seu calor para o ambiente mais frio. É aí que está o pulo do gato destes sistemas, pois o isolamento à vácuo é tão eficiente quanto uma garrafa térmica, capaz de manter o líquido quente por um dia todo.

 

 

Os sistemas de tubos podem aparecer de duas formas: o acoplado, o mais estranho e feio de todos, pois os tubos ficam encaixados diretamente no reservatório e ele fica bem alto no telhado. E o sistema modular, que é como o de placas, mas no lugar das placas eles colocam os tubos.

Depois de pesquisar por toda a internet convencional, não achei nada que realmente provasse que um era realmente melhor que outro, encontrei apenas “achismos” e papo de vendedor, que não é nada confiável. Então resolvi procurar onde deve-se procurar quando a porra fica séria, onde está realmente o conhecimento, no lugar que move o mundo: Google Scholar!

Pra que não tem familiaridade com o meio científico, eu explico, o Google Scholar é um dos motores de busca para artigos científicos, que são o que os cientistas publicam quando descobrem alguma coisa. Neste lugar eu encontrei a excelente dissertação do Fabio que fez seu mestrado na UFRGS no Laboratório de Energia Solar que faz muitas pesquisas nesta área e eu nem sabia que existia, você pode ler a dissertação aqui.

A proposta da pesquisa é justamente saber qual é mais indicado considerando a região do país e os custos de cada sistema. Resumindo a ópera, o sistema de tubos à vácuo tem uma eficiência energética melhor (ele produz mais calor considerando a mesma área de absorção), principalmente por sua capacidade de isolamento nos coletores. Entretanto, essa melhoria só trás grandes benefícios em locais com condições climáticas muito severas como Europa e sul do Brasil. Além disso, por ele ter uma eficiência melhor, normalmente o vendedores vendem o sistema com menos tubos, então ele acaba se igualando às placas, que geralmente são mais baratas e possuem empresas mais sólidas, com certificação do INMETRO e com uma garantia melhor.

Considerando que moro em Belo Horizonte e a diferente de preço, o de placas ficaria tudo por volta de R$ 3.000 e o de tubos uns R$ 3.700. Então optei pelo de placas mesmo. Para realmente tirar minha dúvida cheguei a mandar um e-mail para o Fabio, o autor da dissertação que mencionei acima e ele também me indicou o de placas já que eu morava em Belo Horizonte.

Então na hora de escolher analisem bem o caso de você. Os coletores de tubos, apesar de serem bem feios, não são gambiarras e são bem modernos, as empresas que os instalam é que são bem pé de cachorro, com jeito de picaretas mesmo. E os vendedores sempre vêem com um papo de que pra ele você precisa de reservatório menor porque ele esquenta mais e tenta empurrar poucos tubos, isso mata a eficiência do sistema e pode deixar ele pior que o de placas que tem uma eficiência bem definida de 1m² de área de placas para 100l de água.

 

Atualização 25/03/14:

Ontem ficou nublado o dia todo, choveu boa parte do dia e estava fazendo um frio de pouco menos de 20º. Eu e mais uma pessoa tivemos que tomar banho somente com a água quente, e estava de morno pra um pouco frio. Hoje de manhã fui ver o sistema da minha mãe que é ao lado, para saber se era um problema no meu ou não, estava bem parecido, talvez um pouquinho mais quente, mas ela também não utilizou água frio no banho à noite.

Então posso concluir, que na pior situação possível para este tipo de sistema, ele realmente perde eficiência, precisaria de um de tubos para comparar.

Atualização 26/12/14:

Estou tendo muitos problemas com a pequena caixa d’água instalada sobre o boiler. Primeiramente era a boia que não conseguia parar a vazão, depois de algumas “quebras” no braço da boia melhorou um pouco. Depois uma das caixas vazou e tivemos que usar durepox pra vedar. Depois a outra vazou e teve de ser troca, aí começaram os vazamentos da boia de novo. Tudo isso é apenas 1 ano.

Tentem sempre fugir dessas caixas, instalando de forma que as caixas da casa fiquem mais altas que o boiler, mas ainda acho que elas devem ser melhores que as bombas, que gastam energia e imagino que deem todos esses problemas também. Existem umas caixas cela, que encaixam sobre o boiler, se continuar dando problema vou tentar uma dessas.

 

Aquecedores solares, o que você não sabia sobre eles

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Para economizar na energia e também dar uma força para o meio ambiente, desde o começo do projeto da casa decidir colocar aquecedor solar. Apesar de ter decidido isso muito antes, posterguei o estudo sobre os aquecedores e acabei tendo alguns problemas na hora de escolher e instalar o aquecedor.

Mesmo antes de explicar o que é o aquecedor a vácuo e de placas, acho melhor dar uma geral sobre aquecedores solares. O funcionamento destes aquecedores segue um princípio bem simples, embora eles tenham detalhes de instalação bem complexos. O funcionamento básico é o seguinte: a água mais fria sai do reservatório térmico e vai para um local onde o sol irá aquecê-la (tubos a vácuo ou placas) e depois de quente volta para o reservatório, ficando neste ciclo até ser consumida. Entretanto, para que esta circulação seja natural, algumas restrições devem ser seguidas:

1. Deve haver um desnível entre os componente do sistema, sendo que a caixa de água fria deve estar ~20 cm acima do topo do reservatório, que por sua vez deve estar ~20 cm acima do topo das placas;

2. Em poucos lugares isto é falado, mas existe uma distância máxima para o retorna de água quente das placas para o reservatório, esta distância é de 5 ou 6m, mais que isso há uma perda de carga e comprometimento da circulação que inviabiliza a circulação natural;

 

 

 

3. Os canos que ligam o reservatório com as placas não podem subir para depois descer, pois em caso de formação de bolhas de ar, elas ficariam presas e impediriam a circulação natural. Já entre a caixa de água fria e o reservatório o cano deve descer e depois subir, para não voltar água quente para a caixa fria.

Existe uma norma da ABNT, a NBR 15569 de 2008 que regulamenta os sistemas de aquecimento solar. Para minha surpresa essa norma é VENDIDA pela própria ABNT por R$ 121,00!!! Depois de procurar bastante consegui o arquivo e estou disponibilizando o mesmo aqui. E essa norma nem é tão boa assim…

Os reservatórios também têm suas peculiaridades, a maioria dos reservatórios é de baixa pressão, ou seja, não podem receber água direto da rua (existem os de alta pressão, mas são bem mais caros, é melhor usar uma pequena caixa d’água de uns 20l só para retirar a pressão). Outro problema da água do sistema não vir da caixa de água fria é que em caso de falta de água da rua, você não terá água quente! Isso mesmo, parece estranho, mas nos reservatórios comuns, precisa entrar água fria para sair quente, pois a saída de água quente fica na parte de cima do mesmo.

Uma solução, que eu usei na minha casa, é usar um reservatório de nível ou com pescador. Nem todos os fabricantes têm este tipo, cuja mágica para usar toda a água do reservatório é ter um cano flexível com uma boia na ponta como captador de água quente, desta forma, caso não entre mais água fria, ainda assim a água quente vai sair e o nível do reservatório e da saída de água vão abaixando.

 

Caso você não consiga seguir todas estas restrições, ainda lhe resta uma alternativa: sistema de circulação forçada. Essa quase foi a solução pra mim, o  problema é que como não considerei tudo isso antes de construir a torre/castelinho onde ficaria a caixa d’água fria, ela ficou baixa para caber a caixa, o reservatório térmico embaixo e ainda dar altura para as placas ficarem sobre o telhado.

Neste sistema, é instalada uma bomba elétrica que move a água entre o reservatório e as placas. Apesar do gasto com energia desta bomba ser algo em torno de R$ 7 por mês, a bomba custa caro, encarece a mão de obra, eventualmente vai precisar de manutenção e aumenta as chances de problemas no sistema, por isso gostaria de evitar a bomba a todo custo. Cheguei a pensar até em utilizar painéis solares para gerar energia para a bomba, mas isso só resolveria parte do problema, minha solução definitiva foi colocar os reservatório fora da torre, presos por um suporte metálico, que custou o preço da boma, uns R$ 700.

Outro detalhe que só descobri depois de comprar o sistema, é saber o que é responsabilidade do cliente e o que é da empresa que você está comprando. Antes de compra o vendedor falou pouco disso, mas depois de pagar apareceu um termo que eu deveria assinar, garantindo que eu iria fornecer tudo que eles exigem sob pena de pagar a visita improdutiva do técnico que seria o preço da instalação, uns R$ 400,00. Dentre outras milhares de coisas eles exigem:

– Ponto de água fria já com os registros a 1m dos reservatórios

– Pontos de água quente com rosca de 3/4” a 1m dos reservatórios

– Transporte dos reservatórios para cima do telhado!!! Minha sorte é que o serralheiro que fez o suporte fez isso pra mim

– Transporte das placas para o local da instalação. Isso ai eu reclamei com o vendedor e falei que era piada se ele queria que eu deixasse elas sobre o telhado

– Um ajudante para auxiliar o técnico no dia da instalação, brincadeira…

E mais um monte de exigência, só faltou pedir café pro cara e almoço. Se eu soubesse disso antes de pagar teria negociado essas exigências ou olhado com outras empresas.

Então pessoal, prestem bastante atenção antes de escolherem a empresa que irá instalar o seu aquecedor e também o fabricante do mesmo. Um bom lugar para começar as pesquisas por fabricante são os associados deste site: http://www.dasolabrava.org.br/associados/

No próximo post vou falar da escolha entre reservatório de placas e de tubos à vácuo, abraço!

 

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 2ª parte

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reveillon

Em Paraty eu me resolvi com os cupons de desconto, já a parte do Rio de Janeiro foi mais complicada. Eu decidi realmente fazer esse trecho meio em cima da hora, com apenas 1 mês de antecedência, então mesmo pesquisando exaustivamente hotéis (impossivelmente caros, só perdem para os preços deles mesmos no carnaval) e albergues (nessas épocas chamados de hostels e destinados para gringos que pagam em Euro), não encontrei nada que não precisasse vender um rim ou me prostituir para pagar a hospedagem. Entretanto, depois de tanta pesquisa acabei encontrando uma outra categoria de hospedagem, que já havia experimentado informalmente na viagem para Santo Antônio do Rio Abaixo, a hospedagem em quartos das casas dos locais.

Existem vários sites que unem as pessoas que disponibilizam a casa ou quartos para pessoas que querem uma hospedagem mais em conta, entre os maiores temos o www.camaecafe.com.br e o www.bbrasil.com (esses sites são chamados de Bed and Breakfast no resto do mundo). A proposta desses serviços é o que o nome diz mesmo, as pessoas disponibilizam uma cama ou quarto e o café da manhã, nada mais, simples assim. O problema é que em cima da hora, para o Rio, no réveillon, até isto estava caro, algo como R$ 1.300 para um período de 3 dias incluindo o dia 31. E apesar do preço, a maioria já estava ocupada.

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2 milhões de pessoas voltando pra casa

Então, decidi fazer uma lista dos possíveis lugares nos quais poderia me hospedar, que incluía até motéis e estacionamentos de supermercado e fui com a cara e a coragem. No dia de ir embora de Paraty resolvi sair bem cedo, para ter mais tempo para encontrar hospedagem no Rio. Chegando lá fui direto para o bairro de Santa Teresa, a sede do Cama e Café. A moça responsável falou que achava que apenas os gringos chegavam na véspera do réveillon sem lugar pra ficar. Entre os lugares ainda disponíveis, estava um de R$ 1300, a um quarteirão da praia de Copacabana. Como ele ainda não havia sido alugado, achei que poderia negociar com a dona, já que se eu não alugasse ninguém mais alugaria tão perto do ano novo. Depois de negociar bastante consegui por R$ 900, tirando o café, então era só a cama. Isso não é muito barato para um pão duro, mas levando em conta que ficaria quase 3 dias num quarto com ar condicionado a um quarteirão da praia de Copacabana, na segunda época mais cara do ano para hospedagem no rio (só perde para o carnaval) acho que valia isso mesmo.

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Outra facada foi o estacionamento no Rio, isso eu não sabia, mas várias ruas ficam proibidas de estacionar na noite do ano novo e as pessoas guardam suas vagas na rua com quase UMA SEMANA de antecedência! Renovando os talões de estacionamento durante dias, uma coisa impressionante… Chega a ser desesperador não ter onde parar o carro num raio de quilômetros, dá vontade de largar o carro na rua e deixar ser rebocado, afinal ele vai ficar em segurança e a multa mais a diária do pátio da polícia deve ser mais barato que os até R$ 300 que os estacionamentos estavam cobrando apenas para noite de ano novo.

Depois de rodar todo o bairro, por milagre e pela incrível coincidência dos donos do estacionamento serem da cidade da minha sogra, consegui um na esquina da rua onde estava, por “apenas” R$ 150, e ainda poderia ficar 2 dias. Uma “pechincha” para quem está acostumado a gastar.

Então é isso, ficam as dicas para se hospedar no Rio e em outros lugares que compartilham das mesma situações. Espero que ajude, abraço!

 

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 1ª parte

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Oi Pessoal, to meio sumido daqui, agora estou percebendo como é difícil manter uma constância nos posts, ainda mais quando as coisas no serviço estão apertadas… Nem vou prometer escrever com mais frequência, sei que normalmente não cumpro.

Sem mais delongas, gostaria de escrever sobre uma outra viagem que fiz, e extrair novas dicas desta viagem. A viagem de hoje foi uma que fiz saindo de Belo Horizonte para Paraty, passando pela estrada real, e voltando pelo Rio de Janeiro voltando pela estrada convencional, a BR 040. Vou falar nessa primeira parte apenas de Paraty, na segunda falo do Rio de Janeiro. Esta viagem foi feita no fim de ano, época normalmente cara para viajar.

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Estrada Real

Acontece que eu acredito que tem certas coisas que devemos fazer uma vez na vida, antes de morrer, depois não vale. Claro que tem uma porrada de coisa que não vou fazer e que outras pessoas vão achar que outras coisas são mais importantes e não essas, mas entre as minhas estão: 1. Percorrer toda a estrada real (ainda falta ir a Diamantina para mim); 2. Assistir os fogos de Copacabana pessoalmente; 3. Assistir a um espetáculo do Cirque Du Soleil; 4. Usar saia; 5. Correr pelado por uma praia, etc. Vamos focar apenas nas duas primeiras, que foram as coisas que queria realizar com esta viagem.

Aí que a porra fica séria, como um pão duro vai conseguir viajar pra Paraty e pro Rio de Janeiro em pleno Réveillon sem morrer na nota!? Avião foi descartado, pois eu iria me deslocar muito nos lugares e a passagem no fim de ano aumenta muito, já a gasolina não. Quanto à hospedagem, a tentativa de solução veio com muita pesquisa, primeiro para a hospedagem em Paraty. Essa eu resolvi comprando a hospedagem em um site de desconto uns 3 meses antes da viagem. Essa regra é básica para qualquer viagem, principalmente as que precisam de passagem de avião e hospedagem em hotéis ou pousadas (não estava querendo acampar em Paraty): 1. Comprar tudo com muiiiita antecedência. 

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Edwiges admirando a praia

Para cidades turísticas menores existem muitos pacotes em sites de desconto, geralmente de pousadas recém inauguradas que precisam divulgar seu serviço. Isso é bom pra todo mundo, pra pousada que consegue seus primeiros clientes e pra você que paga pouco. Além da hospedagem que comprei barato, comprei também tudo que consegui achar na cidade nesses sites de desconto, como jantares, passeios de escuna, etc. Geralmente esses descontos valem por períodos grandes e não faz diferença se você vai utilizá-los só no fim do ano, já os preços de cidades turísticas sabidamente sobem durante a alta temporada. Então, dica 2. Comprar tudo que você conseguir da cidade destino em sites de desconto, bem antes da viagem.

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Edwiges pronta pro mergulho

A estadia em Paraty foi tranquila e até barata, pois a maioria dos passeios já estava comprada e visitar praias e locais históricos não custa quase nada, gastei mais com a alimentação básica. Se você quiser comer PFs ou a kilo sairia ainda mais barato, mas até pra um pão duro soa incoerente vir de tão longe e gastar tanto e não experimentar a culinária local.

No próximo post falo da parte do Rio de Janeiro, fuiii!

Representantes Comerciais

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Como vocês sabem, pois já postei bastante aqui, estou com uma casa em construção. Como um bom pão duro e inventor do método PIP de Pesquisa Intensiva de Preços, estou sempre pesquisando absurdamente o preço das coisas antes de comprar.

Representante Comercial

Quando você atinge um grau elevado de pesquisas de preço, você começa a conseguir comprar direto das empresas que produzem os produtos. Normalmente estas empresas vendem seus produtos através dos chamados representantes comerciais. Estes profissionais (alguma vezes não muito profissionais) podem ser contratados da própria empresa, e desta forma empregados e representantes exclusivos da mesma, ou o que acredito ser o mais frequente, eles são profissionais autônomos que apenas vendem os produtos daquela empresa e não raro vendem de várias outras também.

 

É difícil comprar destes profissionais, mesmo você tendo uma empresa e CNPJ como é meu caso, pois existe uma certa ética de que eles não devem vender diretamente para consumidores finais para não fuder com as lojas do varejo como Leroy Merlin e Telha Norte que tentam fuder a gente com lucros absurdos. Mas algumas empresas possuem uma representação para construtoras e tendo uma empresa e uma obra de verdade, algumas vezes você consegue comprar destes caras.

Representante Comercial

Pois bem, além de dar a dica de comprar com representantes da empresa, este post é mais para alertá-los dos perigos desta prática! Um grau acima da evolução nas compras com representantes é comprar de representantes fora da sua região. Pois além deles representarem a empresa, eles são setorizados, eles representam a empresa apenas em uma região designada. Acontece, que como disse, é difícil conseguir comprar deles, alguns simplesmente não te atendem ou não querem te vender, então comecei a tentar comprar de representantes de outras regiões mais distantes.

 

Aí que vem um dos perigos, além dos que já existem para qualquer representante, a distância! Aconteceu de eu conseguir comprar de um cara de uma cidade do norte de Minas Gerais, quase na Bahia. No começo foi mil maravilhas, ele respondia os emails instantaneamente, me atendia pelo telefone e até me ligava, mas tudo mudou após o pagamento, que estranhamente ele pediu que fosse feito na conta da empresa dele. Depois disso ele não respondia mais meus emails, só ligações, depois parou de responder as ligações. Fiquei cortando prego de ter caído em um golpe e o cara nem ser representante da empresa e ter me fodido em mais de 2,5k!

 

Liguei para empresa e consegui confirmar que ele realmente trabalhava para eles, menos mal… Entretanto ele foi me respondendo cada vez menos, quando conseguia uma reposta ele sempre falava que os produtos iriam chegar no dia seguinte e isso se estendeu por mais de um mês, e eu nem podia ir na casa do vagabundo dar uma prensa nele porque ele estava a mais de 400 km de distância. Eu procurei o máximo de informação que pude dele, da empresa e dos gerentes, consegui isso com a internet e contatos com outros representantes da empresa. Então consegui ligar para o gerente dele em SP (outra facada foram as ligações). O gerente parece ser uma pessoa bem correta e está tratando do caso. Ainda não recebi os produtos e já tive que ligar pro gerente várias vezes porque o cara chegou a desligar o celular para não me atender, estou esperando os pisos para semana que vem, espero que cheguem mesmo, depois de mais de um mês de angústia e medo de levar um golpe desses.

sales-guy

Vou compilar as lições aprendidas com essa experiência:

1. Verifique antes de comprar se o representante está mesmo cadastrado e trabalha para aquela empresa

2. Evite comprar de representantes fora da sua região, isso complica muito as coisas em caso de problemas e você vai gastar uma fortuna com ligações DDD (entretanto, esse é o grau 2 de compras com representantes, para prós)

3. Nunca deposite o dinheiro na conta do cara, peça a conta da empresa ou boleto (o gerente disse que depositar na conta dele não era política da empresa)

4. Peça detalhes bem específicos que só um representante saberia sobre o produtos, forma de entrega, preços, fabricação, estoque, etc. Isso é uma forma de testar o cara

5. Pegue todos os documentos que você puder: boleto, comprovante de depósito, pedido, nota fiscal. Se ele se negar a passar algum, suspeite!

6. Consiga todos os dados do cara que você puder, como telefones (fixo é melhor que celular), endereço, nome completo, CPF, CNPJ da empresa de representações dele, nome dos filhos, do cachorro, facebook, linkedin, qualquer coisa serve para mostrar que você não é um idiota e sabe da vida do cara caso ele faça algo com você, ele vai preferir dar o golpe em um mais bobo.

 

Se os pisos chegarem, posto aqui… :-S

 

Atualização: Os pisos chegaram! Faltando 8 caixas, mas foi erro da empresa e vão mandar o restante, ufaaa…

Viagem Pão Dura: Santo Antônio do Rio Abaixo – MG

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camping trip hot chicks girl

 

Carro revisado, malas prontas e um item essencial para economizar dinheiro: barraca! Tá, se você é um pão duro, gosta de viajar, mas não gosta de acampar vai ser difícil você conseguir uma grande economia com suas viagens, pelo menos na parte da hospedagem. Ainda sim é possível se hospedar de forma barata sem acampar, como vou mostrar nesta viagem mesmo, mas normalmente barraca ou dormir no carro mesmo são as formas mais baratas de hospedagem, sendo que a barraca ganha disparado no conforto em relação ao carro, mas tem o inconveniente da raça favelada barraqueira sem educação que normalmente frequenta os campings.

Você consegue comprar barracas razoáveis como a minha em supermercados como o Extra por R$ 60,00. Ela diz ser para 4 pessoas, mas abriga confortavelmente com bagagem 2 ou no máximo 3 pessoas. Elas não são feitas para aguentar muita chuva, mas já usei ela umas 10 vezes e numa delas choveu bastante quando não estava nela, quando voltei ela estava cheia de água, mas como o colchão era de ar e as malas estavam no carro nada se molhou.

Mapa do caminho

Mapa do caminho

O roteiro da viagem consistia em passar a noite em Santa Maria de Itabira, que era a última cidade antes da estrada de terra, pois não queria passar nessa estrada de noite. Em Santo Antônio ficaríamos em um camping grátis, o que é raro, normalmente os camping cobram algo em torno de R$ 30,00 o feriado por pessoa, podendo variar bastante esse valor.

Chegamos a Santa Maria já de noite, e comecei a fazer a coisa que mais faço em viagens, olhar preço de hospedagem (quando são longas isso empata com olhar preço de combustível). A cidade tinha uns 2 hotéis, mas era uns R$ 50,00 por pessoa e eu não queria pagar isso de jeito nenhum. Então fiz o que sempre me salvou nessas viagens, falar com os nativos! Tá ai uma super dica para economizar: conversar. Para dar um boost nessa dica, você pode conversar com alguém que você está pagando, como assim? Explico, em algumas cidades as pessoas são receptivas por natureza e vão te dar dicas e conselhos de graça, em outras (São Tomé das Letras é um exemplo) as pessoas são mais fechadas e ariscas com os turistas e você tem que arrumar um meio de soltar mais a língua delas, esse meio é o que move o mundo: grana!

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

 

Conversando com a menina da lanchonete abaixo de um dos hotéis, ela indicou uma “pousada” que na verdade era a casa de dois velhinhos, alertando que a casa era um pouco desarrumada e antiga. Fomos ao local, realmente a casa podia ser mais bem cuidada, mas quando o velhinho falou o preço tive até que confirmar se era por pessoa ou o casal, foi R$ 25 pra nós dois, ¼ do preço do hotel!

De manhã partimos para Santo Antônio do Rio Abaixo, chegamos lá na hora do almoço e fomos direto para o camping grátis. Estava chovendo, tinha uns 3 carros de som ligados no local, uma farofada danada, até pra minha pão duragem estava achando uma furada ficar ali, mas por garantia armamos a barraca para segurar um lugar pois não parava de chegar gente e fomos ver outros possibilidades na cidade. Existiam 2 hotéis um que ficaria uns R$ 500 todo o carnaval e não tinha mais vagas, outro que era uns R$ 300 e tinha um quarto e nada mais, nem pousadas nem nada (a cidade é um ovo de codorna).

 

 O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

 

Como estava chovendo, pensei que muita gente deve ter desistido de viajar e achei que poderiam ter casas para alugar ainda e resolvi perguntar isso para uma menina de uma barraquinha que compramos algo para comer. Foi batata, ela falou que tinham umas 3 casas que seriam alugadas e o povo desistiu de ir, pedi para ela mostrar onde eram. Chegando a uma delas, a senhora dona da casa mandou a gente subir, expliquei que gostaria de alugar um quarto e ela prontamente falou que a gente podia ficar em um, nem precisava pagar nada! Todos os dias ela insistia para almoçarmos com ela, fez salgado, lanche, café da manhã e no fim tive que insistir muito pra ela receber R$ 50 pelos 3 dias que ficamos! O feriado foi uma merda por causa da chuva e porque descobri que chegava gente de todas as cidades próximas pros shows na cidade que eram famosos (e eu fugindo de gente), mas o custo foi uma maravilha!

Além de tudo, até hoje temos contato com o pessoal de lá e ainda penso em voltar fora do carnaval e da chuva, ficando na casa dela, é claro! Então aí fica a dica dessa viagem: procurar casas de nativos para ficar, baratas, muitas vezes com comida, companhia e guias turísticos grátis!

Fui…

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