Archive for junho, 2013

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 2ª parte

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reveillon

Em Paraty eu me resolvi com os cupons de desconto, já a parte do Rio de Janeiro foi mais complicada. Eu decidi realmente fazer esse trecho meio em cima da hora, com apenas 1 mês de antecedência, então mesmo pesquisando exaustivamente hotéis (impossivelmente caros, só perdem para os preços deles mesmos no carnaval) e albergues (nessas épocas chamados de hostels e destinados para gringos que pagam em Euro), não encontrei nada que não precisasse vender um rim ou me prostituir para pagar a hospedagem. Entretanto, depois de tanta pesquisa acabei encontrando uma outra categoria de hospedagem, que já havia experimentado informalmente na viagem para Santo Antônio do Rio Abaixo, a hospedagem em quartos das casas dos locais.

Existem vários sites que unem as pessoas que disponibilizam a casa ou quartos para pessoas que querem uma hospedagem mais em conta, entre os maiores temos o www.camaecafe.com.br e o www.bbrasil.com (esses sites são chamados de Bed and Breakfast no resto do mundo). A proposta desses serviços é o que o nome diz mesmo, as pessoas disponibilizam uma cama ou quarto e o café da manhã, nada mais, simples assim. O problema é que em cima da hora, para o Rio, no réveillon, até isto estava caro, algo como R$ 1.300 para um período de 3 dias incluindo o dia 31. E apesar do preço, a maioria já estava ocupada.

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2 milhões de pessoas voltando pra casa

Então, decidi fazer uma lista dos possíveis lugares nos quais poderia me hospedar, que incluía até motéis e estacionamentos de supermercado e fui com a cara e a coragem. No dia de ir embora de Paraty resolvi sair bem cedo, para ter mais tempo para encontrar hospedagem no Rio. Chegando lá fui direto para o bairro de Santa Teresa, a sede do Cama e Café. A moça responsável falou que achava que apenas os gringos chegavam na véspera do réveillon sem lugar pra ficar. Entre os lugares ainda disponíveis, estava um de R$ 1300, a um quarteirão da praia de Copacabana. Como ele ainda não havia sido alugado, achei que poderia negociar com a dona, já que se eu não alugasse ninguém mais alugaria tão perto do ano novo. Depois de negociar bastante consegui por R$ 900, tirando o café, então era só a cama. Isso não é muito barato para um pão duro, mas levando em conta que ficaria quase 3 dias num quarto com ar condicionado a um quarteirão da praia de Copacabana, na segunda época mais cara do ano para hospedagem no rio (só perde para o carnaval) acho que valia isso mesmo.

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Outra facada foi o estacionamento no Rio, isso eu não sabia, mas várias ruas ficam proibidas de estacionar na noite do ano novo e as pessoas guardam suas vagas na rua com quase UMA SEMANA de antecedência! Renovando os talões de estacionamento durante dias, uma coisa impressionante… Chega a ser desesperador não ter onde parar o carro num raio de quilômetros, dá vontade de largar o carro na rua e deixar ser rebocado, afinal ele vai ficar em segurança e a multa mais a diária do pátio da polícia deve ser mais barato que os até R$ 300 que os estacionamentos estavam cobrando apenas para noite de ano novo.

Depois de rodar todo o bairro, por milagre e pela incrível coincidência dos donos do estacionamento serem da cidade da minha sogra, consegui um na esquina da rua onde estava, por “apenas” R$ 150, e ainda poderia ficar 2 dias. Uma “pechincha” para quem está acostumado a gastar.

Então é isso, ficam as dicas para se hospedar no Rio e em outros lugares que compartilham das mesma situações. Espero que ajude, abraço!

 

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 1ª parte

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Oi Pessoal, to meio sumido daqui, agora estou percebendo como é difícil manter uma constância nos posts, ainda mais quando as coisas no serviço estão apertadas… Nem vou prometer escrever com mais frequência, sei que normalmente não cumpro.

Sem mais delongas, gostaria de escrever sobre uma outra viagem que fiz, e extrair novas dicas desta viagem. A viagem de hoje foi uma que fiz saindo de Belo Horizonte para Paraty, passando pela estrada real, e voltando pelo Rio de Janeiro voltando pela estrada convencional, a BR 040. Vou falar nessa primeira parte apenas de Paraty, na segunda falo do Rio de Janeiro. Esta viagem foi feita no fim de ano, época normalmente cara para viajar.

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Estrada Real

Acontece que eu acredito que tem certas coisas que devemos fazer uma vez na vida, antes de morrer, depois não vale. Claro que tem uma porrada de coisa que não vou fazer e que outras pessoas vão achar que outras coisas são mais importantes e não essas, mas entre as minhas estão: 1. Percorrer toda a estrada real (ainda falta ir a Diamantina para mim); 2. Assistir os fogos de Copacabana pessoalmente; 3. Assistir a um espetáculo do Cirque Du Soleil; 4. Usar saia; 5. Correr pelado por uma praia, etc. Vamos focar apenas nas duas primeiras, que foram as coisas que queria realizar com esta viagem.

Aí que a porra fica séria, como um pão duro vai conseguir viajar pra Paraty e pro Rio de Janeiro em pleno Réveillon sem morrer na nota!? Avião foi descartado, pois eu iria me deslocar muito nos lugares e a passagem no fim de ano aumenta muito, já a gasolina não. Quanto à hospedagem, a tentativa de solução veio com muita pesquisa, primeiro para a hospedagem em Paraty. Essa eu resolvi comprando a hospedagem em um site de desconto uns 3 meses antes da viagem. Essa regra é básica para qualquer viagem, principalmente as que precisam de passagem de avião e hospedagem em hotéis ou pousadas (não estava querendo acampar em Paraty): 1. Comprar tudo com muiiiita antecedência. 

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Edwiges admirando a praia

Para cidades turísticas menores existem muitos pacotes em sites de desconto, geralmente de pousadas recém inauguradas que precisam divulgar seu serviço. Isso é bom pra todo mundo, pra pousada que consegue seus primeiros clientes e pra você que paga pouco. Além da hospedagem que comprei barato, comprei também tudo que consegui achar na cidade nesses sites de desconto, como jantares, passeios de escuna, etc. Geralmente esses descontos valem por períodos grandes e não faz diferença se você vai utilizá-los só no fim do ano, já os preços de cidades turísticas sabidamente sobem durante a alta temporada. Então, dica 2. Comprar tudo que você conseguir da cidade destino em sites de desconto, bem antes da viagem.

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Edwiges pronta pro mergulho

A estadia em Paraty foi tranquila e até barata, pois a maioria dos passeios já estava comprada e visitar praias e locais históricos não custa quase nada, gastei mais com a alimentação básica. Se você quiser comer PFs ou a kilo sairia ainda mais barato, mas até pra um pão duro soa incoerente vir de tão longe e gastar tanto e não experimentar a culinária local.

No próximo post falo da parte do Rio de Janeiro, fuiii!

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