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Aproveitando a época do Imposto de Renda, gostaria de falar um pouco sobre ele. Eu declaro imposto e renda a apenas uns dois anos, mas já deu para aprender algumas coisas e entender a lógica básica do leão, que entre outras coisas que te fazem pagar imposto, o que te coloca na malha fina é bem simples: você não pode ter mais do que ganhou.

Claro que não pretendo ensinar nada ilegal aqui, isso é apenas uma demonstração de como o sistema da Receita funciona e o que, na teoria, poderia ser feito para não cair na malha fina. Não isentivo ninguém a seguir estas dicas e não garanto que funcionem.

Como isso pode acontecer? Alguns rendimentos das pessoas podem não ser de toda forma legais ou lícitos, pelo menos para o que a Receita considera lícito.

sobem tarifas

 

 

Empréstimos a juros por exemplo, eles só são legalmente permitidos por instituições financeiras devidamente registradas no Banco Central, precisariam ter um certo capital (enorme) e mais um monte de burocracia para, aí sim, poderem extorquir as pessoas com taxas de juros de até 17,99% ao mês, 628,01% ao ano, como a taxa de juros do meu cartão do submarino MasterCard da Cetelem, valores de hoje, dia 15/03/2013, depois da taxa Selic estar na sua mínima histórica de 7,25% a.a. e sempre o William Bonner explicar para a gente no Jornal Nacional que “a taxa Selic é a taxa básica de juros, ela dita o valor das outras taxas do mercado”. Ela dita que nós, investidores comuns, estamos fodidos com a renda do nosso dinheiro em renda fixa ou poupança, para o que os bancos pagam a selic dita sim um teto, agora para o que eles recebem, nada se altera.

Como vocês puderam perceber eu não concordo e sou um pouco revoltado com o monopólio das instituições financeiras sobre os empréstimos de dinheiro (não concordo com o monopólio das loterias pela Caixa também, se alguém quer jogar o dinheiro dele fora com jogo, a escolha é dele). Portanto, acredito que as pessoas possam emprestar o dinheiro que elas tem sobrando para amigos e familiares, pois isso é bom pra todo mundo. Quem empresta ganha uma graninha como remuneração por ter economizado, evitado o consumismo, postergado alguns prazeres, trabalhado mais, estudado mais e tudo que faria ela ter algum dinheiro sobrando; e quem pega emprestado não precisa se preocupar com a burocracia dos bancos e ainda paga taxas de juros bem menores (até eu teria vergonha de emprestar para um conhecido a 18% ao mês, imagina: toma 1k aqui amigo, mês que vem me dá 180 reais e depois de 5 meses o cara já me pagou o capital em juros.

Dessa forma, eu faço e acho que todos que podem deveriam emprestar para pessoas chegadas dinheiro.

 

Agora beleza, você emprestou 5000 reais pro seu vizinho, a módicos 10% ao mês, e ganhou 6000 reais com isso no ano. Suponha que você fez isso para mais algumas pessoas e além disso fez uns “bicos” por fora e ganhou alguns trocados. Como você é pão duro e segue o pobretão way of life defendido pelo blog do Pobretão e com isso, no ano, gastou menos do que os seus rendimentos “por fora”.

Como você não é uma instituição regulamentada para extorquir pessoas, você não pode chegar na sua declaração de IR e colocar nos Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF: Juros sobre capital emprestado ao João da Esquina. Em algum momento você vai levar ferro sobre isso, e dos dois lados, por emprestar ilegalmente e por não ter como justificar essa renda pro Leão.

E agora Pão Duro, o que fazer!?!?!

A resposta é: poupe! Até mesmo virtualmente.

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Eu explico. Esse problema é difícil de ocorrer com as pessoas por que normalmente elas gastam muito dinheiro Sempre elas têm menos do que elas poderiam ter se todo o rendimento legal delas no ano virasse bens. Então aproveitem essa fase na qual seus rendimentos estão sendo realmente gastos e guardem um pouco de dinheiro virtualmente, colocando esse valor como Bens Dinheiro em espécie ou recebendo Doações de quem tem uma diferença positiva entre TOTAL ARRECADADO NO ANO + BENS ANO ANTERIOR – BENS ANO ATUAL, quadro no qual quase todo mundo se enquadra. Você pode pensar nessas jogadas como se você tivesse uma quantidade de dinheiro que você pode ter, os bens, e que se você tem menos do que poderia ter esse ano, você gerou um crédito (dinheiro em espécie) que pode ser utilizado no ano que vem.

Mais uma vez lembrando que não faço isso e nem recomendo! Isto é apenas um exercício mental sobre o funcionamento do sistema do Imposto de Renda 😉

Então fica a dica e abram o olho se não o Leão vai te comer!

 

PS.: Isso me deu uma ideia agora, será que existe um mercado informal de doação de bens para o Imposto de Renda? Vai saber…