Viagens

Como tirar o visto para os EUA (sem gastar muito), passo a passo

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Viajar para os Estados Unidos da América (EUA) pode ser uma forma de economizar. Algumas coisas são tão caras no Brasil (vide iPhone e eletrônicos no geral, enxoval e acessórios para bebê, roupas de marca, etc) que ir aos EUA e comprar estas coisas sai muito mais em conta, ainda mais quando se consegue passagens de R$ 800 e ainda se aproveita para muambar e trazer algumas coisas para os amigos à módicos 30% (que não é nada perto dos 100% de imposto mais frete cobrados pelas vias normais).

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Entretanto, para você poder acessar esse paraíso de compras, ainda é preciso um visto que te possibilita entrar no país. Digo possibilita porque ele não é garantia da sua livre entrada, ele é apenas o primeiro passo. Assim como a maioria dos países da Europa que não exigem visto podem te barrar na chegada ao país, os EUA também podem, mesmo com o visto, apesar de isso ser bem incomum.

A obrigatoriedade de vistos para os brasileiros também tende a acabar. Como nós não temos um histórico de terrorismo e ultimamente estamos deixando mais dólares lá do que qualquer outro país, a tendência é que eles acabem com esta restrição. Mas para isso, entre outros detalhes, é necessária uma taxa de rejeição de vistos menor que 3%, e hoje, graças as pessoas de Governador Valadares (haha) essa taxa ainda é de 3,8%. Apesar deles ainda exigirem os vistos, após perceberem que os brasileiros são uma mina de ouro, o processo está extremamente rápido, podendo demorar menos de 5 dias, para o que antes demorava até 6 meses, além de estarem planejadas novas embaixadas em Belo Horizonte e Porto Alegre. Estatísticas.

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Aqui temos um vídeo que mostra um pouco do processo, com muita propaganda e que demonstra como eles acham que nós somos retardados a ponto de não conseguir passar um passaporte por sob o vidro ou tirar as digitais em uma máquina. Tudo bem que os brasileiros tem um problema com a definição e o respeito a filas, mas não precisava tanto!

Uma forma bem cômoda de tirar um visto é utilizando os serviços de assessoria consular, que são uma espécie de despachantes para visto (a burocracia gringa também gera empregos aqui, não é exclusividade nossa). Esses serviços custam em média R$ 600 já com a taxa de US$ 160 cobrada pela embaixada dos EUA. Eles fazem tudo pra você, só não vão na entrevista. Caso queiram ostentar com um serviço desses indico este aqui: Multivistos, de uma conhecida minha.

Agora, para quem quer economizar de verdade, vou passar o mapa da mina. O caminho é longo, mas depois que você começa é até tranquilo. Em uma sentada de umas 2 horas (menos com estas dicas) você faz tudo e até compra as passagens pro consulado, se for preciso.

As instruções básicas você encontra aqui: https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/us_before_you_apply

Mas vou descrevê-las passo a passo abaixo:

Checklist

1. Preencher o formulário DS-160 no endereço https://ceac.state.gov/genniv
Esse formulário é em inglês e pede muita coisa. Anote o código informado e a resposta da frase secreta escolhida, estas informações juntamente com seu ano de nascimento e seu sobrenome serão exigidos caso você pare de preencher o formulário e queira continuar depois.
Dicas:
– No Brasil nós não temos o telecode, marque não
– National Identification Number, coloque seu RG com a sigla do estado ou CPF (já fiz com os dois), os outros 2 números não se aplicam.
– ZIP Code é o CEP
– A maioria dos passaportes é o regular (normal), no Brasil nós não temos o Passport Book Number, então ele não se aplica.
– O tipo de visto mais requisitado é o B, pois ele serve para viagens de negócios (B1) e de turismo (B2), a opção para ambos é a primeira, B1/B2.
– Quando pedir o endereço do local que você vai ficar nos EUA, procure um hotel qualquer no Google de algum lugar que você deseja ir e coloque, a maioria das pessoas nem sabe pra onde vai no momento de tirar o visto e todas fazem isso, não sei porque esse campo ainda é obrigatório, mesmo você colocando que não tem planos de viagem ainda. Um endereço de hotel bem ostentação que vocês podem utilizar é o The Plaza Hotel, aquele que o Kevin do Esqueceram de Mim 2 se hospeda, em frente ao Central Park (com diárias de R$ 2.000):

The Plaza Hotel

768 5th Ave
New York, NY
Zip Code: 10019
Tel: + 212 759 3000 / +1 866 940 9361
plazareservation@fairmont.com

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– Quando começarem as perguntas de sim e não (lá do final, security and background information), sempre responda NÃO! Caso você responda um sim, seu visto deve ser automaticamente negado.

ATENÇÃO: Fique atento ao escolher o consulado onde você fará a entrevista. Esta informação só é revelada na hora de agendar a entrevista, quando o DS-160 já está preenchido e não há o que fazer. Atualmente é necessário ir a dois lugares para tirar o visto, primeiro deve-se ir com pelo menos um dia (e no máximo 8) de antecedência à entrevista, em um Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV), que atualmente estão presentes em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Nestes locais você leva sua confirmação do formulário preenchido e tira as digitais e a foto. Só que, as entrevistas só ocorrem nos consulados, que ainda não estão presente em Belo Horizonte e Porto Alegre, caso você queira levar seus documentos em BH, você é obrigado a fazer sua entrevista no consulado do Rio de Janeiro e caso você queira levar seus documentos no CASV de Porto Alegre, você tem de ir à entrevista no consulado de São Paulo.

Depois de terminar o preenchimento, vai aparecer uma página de confirmação com um código de barras que você deve imprimir. Atualmente não precisa da foto, ela é tirada nos CASVs. E também não precisa imprimir o formulário todo, eles falam tanto isso que se você levar e mostrar o DS-160 impresso pra eles é capaz deles colocarem isso também no vídeo para deficientes mentais deles.

 

2. Tendo o DS-160 preenchido e com a confirmação do mesmo, você já pode acessar o site https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/ss_country_welcome, fazer o seu cadastro para logar e entrar na parte de agendar a retirada de digitais e fotos nos CASVs e a entrevista nos consulados.

Antes de agendar é necessário pagar a taxa, chamada de MRV, de US$ 160 (+IOF, via cartão de crédito) ou R$ 368 (via boleto). Atualmente esta taxa é única e inclui até o envio do passaporte pelo correio, até 2012 eram umas 3 taxas separadas e você pagava o correio lá no consulado. Esse pagamento é feito no mesmo site de agendamento, logo após o logon e avançar alguns passos. Após pagar eles te informarão um número que comprova o pagamento da MRV, no cartão isso é tudo automático e já te leva para o agendamento, no caso de boleto acho que demora mais e você tem de inserir esse número para prosseguir.

Após efetuar o pagamento, você primeiro agenda a entrevista, depois aparece o agendamento do CASV, sempre com pelo menos um dia de antecedência e no máximo 8. Deixe sempre para comprar a sua passagem para o local depois de confirmar os dois agendamentos, pois aparecem “buracos” de datas entre eles, então pode ser que você não consiga ir nos dois em sequência.

Atualmente a média de espera para os agendamentos é de apenas DOIS dias! E os CASVs funcionam até na tarde de domingo, para atender quem tem entrevista no consulado na segunda-feira. Neste endereço você pode consultar o tempo para o próximo horário vago de entrevistas em cada cidade com consulado: http://travel.state.gov/content/visas/english/general/wait-times.html/

Finalizando os agendamentos, imprima também esta confirmação, que terá várias informações importantes: dois códigos de barra com o número do seu passaporte e do seu formulário DS-160, sua confirmação de pagamento da taxa MRV, alguns dados seus e as datas e horários dos agendamentos (CASV e embaixada).


Confirmação agendamento

 

Pronto, isso é tudo!

Além destas confirmações e do seu passaporte que são obrigatórios de levar, vou pode levar outros documentos. Os oficiais geralmente procuram informações a respeito dos vínculos dos solicitante – tais como ligações familiares ou emprego – que os compeliriam a retornar para casa de sua viagem aos Estados Unidos. Então eles sempre perguntam sobre o propósito da viagem, quanto tempo pretendem ficar nos Estados Unidos, e como vão cobrir os custos da viagem.

Ainda que o oficial possa não solicitar a documentação, os solicitantes podem trazer documentação administrativa para fornecer, se necessário. Documentos adicionais: documentos que provem a evidência da possibilidade de pagamento da viagem e suas conexões com um país fora dos EUA (por exemplo, cartão de trabalho, retornos de taxas de imposto de renda, contra-cheque, certidões de casamento e nascimento, documentos empresariais, extratos bancários, declarações de instituições de ensino, comprovantes de automóveis e imóveis ou qualquer outro recurso financeiro como propriedades alugadas, cadernetas de poupança, etc.).

 

Dicas adicionais:

1. Não leve nada eletrônico nem para os CASVs nem para as embaixadas, você não pode entrar com eles (apesar de em alguns CASVs eles deixarem desligar o celular) e não tem onde deixá-los, a não ser utilizando o serviço de guarda que disponibilizam nas proximidades e cobram um preço bem salgado de até R$ 20,00.

2. Caso você escolha a devolução do passaporte pelos correios, demora em média uns 10 dias.

 

Flws!!!

 

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 2ª parte

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Em Paraty eu me resolvi com os cupons de desconto, já a parte do Rio de Janeiro foi mais complicada. Eu decidi realmente fazer esse trecho meio em cima da hora, com apenas 1 mês de antecedência, então mesmo pesquisando exaustivamente hotéis (impossivelmente caros, só perdem para os preços deles mesmos no carnaval) e albergues (nessas épocas chamados de hostels e destinados para gringos que pagam em Euro), não encontrei nada que não precisasse vender um rim ou me prostituir para pagar a hospedagem. Entretanto, depois de tanta pesquisa acabei encontrando uma outra categoria de hospedagem, que já havia experimentado informalmente na viagem para Santo Antônio do Rio Abaixo, a hospedagem em quartos das casas dos locais.

Existem vários sites que unem as pessoas que disponibilizam a casa ou quartos para pessoas que querem uma hospedagem mais em conta, entre os maiores temos o www.camaecafe.com.br e o www.bbrasil.com (esses sites são chamados de Bed and Breakfast no resto do mundo). A proposta desses serviços é o que o nome diz mesmo, as pessoas disponibilizam uma cama ou quarto e o café da manhã, nada mais, simples assim. O problema é que em cima da hora, para o Rio, no réveillon, até isto estava caro, algo como R$ 1.300 para um período de 3 dias incluindo o dia 31. E apesar do preço, a maioria já estava ocupada.

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2 milhões de pessoas voltando pra casa

Então, decidi fazer uma lista dos possíveis lugares nos quais poderia me hospedar, que incluía até motéis e estacionamentos de supermercado e fui com a cara e a coragem. No dia de ir embora de Paraty resolvi sair bem cedo, para ter mais tempo para encontrar hospedagem no Rio. Chegando lá fui direto para o bairro de Santa Teresa, a sede do Cama e Café. A moça responsável falou que achava que apenas os gringos chegavam na véspera do réveillon sem lugar pra ficar. Entre os lugares ainda disponíveis, estava um de R$ 1300, a um quarteirão da praia de Copacabana. Como ele ainda não havia sido alugado, achei que poderia negociar com a dona, já que se eu não alugasse ninguém mais alugaria tão perto do ano novo. Depois de negociar bastante consegui por R$ 900, tirando o café, então era só a cama. Isso não é muito barato para um pão duro, mas levando em conta que ficaria quase 3 dias num quarto com ar condicionado a um quarteirão da praia de Copacabana, na segunda época mais cara do ano para hospedagem no rio (só perde para o carnaval) acho que valia isso mesmo.

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Outra facada foi o estacionamento no Rio, isso eu não sabia, mas várias ruas ficam proibidas de estacionar na noite do ano novo e as pessoas guardam suas vagas na rua com quase UMA SEMANA de antecedência! Renovando os talões de estacionamento durante dias, uma coisa impressionante… Chega a ser desesperador não ter onde parar o carro num raio de quilômetros, dá vontade de largar o carro na rua e deixar ser rebocado, afinal ele vai ficar em segurança e a multa mais a diária do pátio da polícia deve ser mais barato que os até R$ 300 que os estacionamentos estavam cobrando apenas para noite de ano novo.

Depois de rodar todo o bairro, por milagre e pela incrível coincidência dos donos do estacionamento serem da cidade da minha sogra, consegui um na esquina da rua onde estava, por “apenas” R$ 150, e ainda poderia ficar 2 dias. Uma “pechincha” para quem está acostumado a gastar.

Então é isso, ficam as dicas para se hospedar no Rio e em outros lugares que compartilham das mesma situações. Espero que ajude, abraço!

 

Viagem Pão Dura: Paraty/Rio de Janeiro – 1ª parte

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Oi Pessoal, to meio sumido daqui, agora estou percebendo como é difícil manter uma constância nos posts, ainda mais quando as coisas no serviço estão apertadas… Nem vou prometer escrever com mais frequência, sei que normalmente não cumpro.

Sem mais delongas, gostaria de escrever sobre uma outra viagem que fiz, e extrair novas dicas desta viagem. A viagem de hoje foi uma que fiz saindo de Belo Horizonte para Paraty, passando pela estrada real, e voltando pelo Rio de Janeiro voltando pela estrada convencional, a BR 040. Vou falar nessa primeira parte apenas de Paraty, na segunda falo do Rio de Janeiro. Esta viagem foi feita no fim de ano, época normalmente cara para viajar.

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Estrada Real

Acontece que eu acredito que tem certas coisas que devemos fazer uma vez na vida, antes de morrer, depois não vale. Claro que tem uma porrada de coisa que não vou fazer e que outras pessoas vão achar que outras coisas são mais importantes e não essas, mas entre as minhas estão: 1. Percorrer toda a estrada real (ainda falta ir a Diamantina para mim); 2. Assistir os fogos de Copacabana pessoalmente; 3. Assistir a um espetáculo do Cirque Du Soleil; 4. Usar saia; 5. Correr pelado por uma praia, etc. Vamos focar apenas nas duas primeiras, que foram as coisas que queria realizar com esta viagem.

Aí que a porra fica séria, como um pão duro vai conseguir viajar pra Paraty e pro Rio de Janeiro em pleno Réveillon sem morrer na nota!? Avião foi descartado, pois eu iria me deslocar muito nos lugares e a passagem no fim de ano aumenta muito, já a gasolina não. Quanto à hospedagem, a tentativa de solução veio com muita pesquisa, primeiro para a hospedagem em Paraty. Essa eu resolvi comprando a hospedagem em um site de desconto uns 3 meses antes da viagem. Essa regra é básica para qualquer viagem, principalmente as que precisam de passagem de avião e hospedagem em hotéis ou pousadas (não estava querendo acampar em Paraty): 1. Comprar tudo com muiiiita antecedência. 

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Edwiges admirando a praia

Para cidades turísticas menores existem muitos pacotes em sites de desconto, geralmente de pousadas recém inauguradas que precisam divulgar seu serviço. Isso é bom pra todo mundo, pra pousada que consegue seus primeiros clientes e pra você que paga pouco. Além da hospedagem que comprei barato, comprei também tudo que consegui achar na cidade nesses sites de desconto, como jantares, passeios de escuna, etc. Geralmente esses descontos valem por períodos grandes e não faz diferença se você vai utilizá-los só no fim do ano, já os preços de cidades turísticas sabidamente sobem durante a alta temporada. Então, dica 2. Comprar tudo que você conseguir da cidade destino em sites de desconto, bem antes da viagem.

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Edwiges pronta pro mergulho

A estadia em Paraty foi tranquila e até barata, pois a maioria dos passeios já estava comprada e visitar praias e locais históricos não custa quase nada, gastei mais com a alimentação básica. Se você quiser comer PFs ou a kilo sairia ainda mais barato, mas até pra um pão duro soa incoerente vir de tão longe e gastar tanto e não experimentar a culinária local.

No próximo post falo da parte do Rio de Janeiro, fuiii!

Viagem Pão Dura: Santo Antônio do Rio Abaixo – MG

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camping trip hot chicks girl

 

Carro revisado, malas prontas e um item essencial para economizar dinheiro: barraca! Tá, se você é um pão duro, gosta de viajar, mas não gosta de acampar vai ser difícil você conseguir uma grande economia com suas viagens, pelo menos na parte da hospedagem. Ainda sim é possível se hospedar de forma barata sem acampar, como vou mostrar nesta viagem mesmo, mas normalmente barraca ou dormir no carro mesmo são as formas mais baratas de hospedagem, sendo que a barraca ganha disparado no conforto em relação ao carro, mas tem o inconveniente da raça favelada barraqueira sem educação que normalmente frequenta os campings.

Você consegue comprar barracas razoáveis como a minha em supermercados como o Extra por R$ 60,00. Ela diz ser para 4 pessoas, mas abriga confortavelmente com bagagem 2 ou no máximo 3 pessoas. Elas não são feitas para aguentar muita chuva, mas já usei ela umas 10 vezes e numa delas choveu bastante quando não estava nela, quando voltei ela estava cheia de água, mas como o colchão era de ar e as malas estavam no carro nada se molhou.

Mapa do caminho

Mapa do caminho

O roteiro da viagem consistia em passar a noite em Santa Maria de Itabira, que era a última cidade antes da estrada de terra, pois não queria passar nessa estrada de noite. Em Santo Antônio ficaríamos em um camping grátis, o que é raro, normalmente os camping cobram algo em torno de R$ 30,00 o feriado por pessoa, podendo variar bastante esse valor.

Chegamos a Santa Maria já de noite, e comecei a fazer a coisa que mais faço em viagens, olhar preço de hospedagem (quando são longas isso empata com olhar preço de combustível). A cidade tinha uns 2 hotéis, mas era uns R$ 50,00 por pessoa e eu não queria pagar isso de jeito nenhum. Então fiz o que sempre me salvou nessas viagens, falar com os nativos! Tá ai uma super dica para economizar: conversar. Para dar um boost nessa dica, você pode conversar com alguém que você está pagando, como assim? Explico, em algumas cidades as pessoas são receptivas por natureza e vão te dar dicas e conselhos de graça, em outras (São Tomé das Letras é um exemplo) as pessoas são mais fechadas e ariscas com os turistas e você tem que arrumar um meio de soltar mais a língua delas, esse meio é o que move o mundo: grana!

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

 

Conversando com a menina da lanchonete abaixo de um dos hotéis, ela indicou uma “pousada” que na verdade era a casa de dois velhinhos, alertando que a casa era um pouco desarrumada e antiga. Fomos ao local, realmente a casa podia ser mais bem cuidada, mas quando o velhinho falou o preço tive até que confirmar se era por pessoa ou o casal, foi R$ 25 pra nós dois, ¼ do preço do hotel!

De manhã partimos para Santo Antônio do Rio Abaixo, chegamos lá na hora do almoço e fomos direto para o camping grátis. Estava chovendo, tinha uns 3 carros de som ligados no local, uma farofada danada, até pra minha pão duragem estava achando uma furada ficar ali, mas por garantia armamos a barraca para segurar um lugar pois não parava de chegar gente e fomos ver outros possibilidades na cidade. Existiam 2 hotéis um que ficaria uns R$ 500 todo o carnaval e não tinha mais vagas, outro que era uns R$ 300 e tinha um quarto e nada mais, nem pousadas nem nada (a cidade é um ovo de codorna).

 

 O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

 

Como estava chovendo, pensei que muita gente deve ter desistido de viajar e achei que poderiam ter casas para alugar ainda e resolvi perguntar isso para uma menina de uma barraquinha que compramos algo para comer. Foi batata, ela falou que tinham umas 3 casas que seriam alugadas e o povo desistiu de ir, pedi para ela mostrar onde eram. Chegando a uma delas, a senhora dona da casa mandou a gente subir, expliquei que gostaria de alugar um quarto e ela prontamente falou que a gente podia ficar em um, nem precisava pagar nada! Todos os dias ela insistia para almoçarmos com ela, fez salgado, lanche, café da manhã e no fim tive que insistir muito pra ela receber R$ 50 pelos 3 dias que ficamos! O feriado foi uma merda por causa da chuva e porque descobri que chegava gente de todas as cidades próximas pros shows na cidade que eram famosos (e eu fugindo de gente), mas o custo foi uma maravilha!

Além de tudo, até hoje temos contato com o pessoal de lá e ainda penso em voltar fora do carnaval e da chuva, ficando na casa dela, é claro! Então aí fica a dica dessa viagem: procurar casas de nativos para ficar, baratas, muitas vezes com comida, companhia e guias turísticos grátis!

Fui…

Viagens Pão Duras

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E aí pessoal, blz? To meio sumido, mas vou tentar ter mais constância com os posts.

Hoje gostaria de escrever sobre uma coisa que já fiz muito e gostaria de compartilhar com vocês: Viagens Pão Duras.

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Apesar de ser pão duro, um dos meus maiores divertimentos são as viagens, entretanto isso é um gosto meio contraditório para um pão duro, pois normalmente se gasta muito em viagens. Só que não precisa ser assim! Dá até pra você viajar sem gastar dinheiro nenhum, que o digam os mochileiros, caroneiros, hippies e filmes como Na Natureza Selvagem e Na Estrada.

Eu gosto muito do estilo de vida dos caras desses filmes são muito tentadores, ainda mais que são baseados em fatos reais, muitas vezes penso em seguir a linha deles…

alex supertramp

Pra quem não viu, o Na Natureza Selvagem (Into the Wild) conta a história de um rapaz que ao terminar a faculdade de direito, que era o sonho dos pais dele e não dele, entrega o diploma para os pais e desaparece com o carro dele. Pelo caminho ele abandona o carro, queima (!) o resto de dinheiro dele (coisa que não compactuo de forma alguma) e vira um caroneiro. Ele acaba indo para o Alasca no verão e fica ilhado por lá dentro de um ônibus no inverno, não vou fazer mais spoilers para não estragar para quem não viu, mas o filme é muito bom.

On the Road

Já o Na Estrada (On the Road), conta a história de um escritor, que é quem escreveu o livro no qual o filme é baseado. Esse escritor e os seus amigos são os criadores do Movimento Beat que é o movimento precursor da cultura Hippie, da onde veio um monte de gente como o hipponga John Lennon dos Beatles (Beat Generation). O filme mostra os peitinhos da Bela de crepúsculo (que está nos dois filmes) como também mostra esses caras sem grana alguma viajando por todos os EUA como também pro México, fumando bitucas de cigarro e maconha barata.

O problema com o estilo hippie de viajar é a falta de segurança, conforto (que é 0) e previsibilidade da viagem, o que complica para quem trabalha e tem que estar de volta em um dia certo. Quando eu conquistar minha independência financeira gostaria de experimentar umas viagens sem destino e prazos assim, mas acho que nunca teria coragem de verdade.

Como eu ainda não tenho a independência financeira ou colhões para fazer este tipo de viagem, então vou falar do Pão Duro Way of Travel!

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O Pão Duro Way of Travel não tem a economia extrema do estilo Beat/Hippie de viajar, mas em contrapartida tem mais conforto e previsibilidade na viagem, ainda sim gastando o mínimo de dinheiro.

Como este post já está extenso, vou deixar para falar as dicas do estilo em um outro post, com um exemplo prático de alguma viagem que fiz.

Hari Bol!

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