reveillon

Em Paraty eu me resolvi com os cupons de desconto, já a parte do Rio de Janeiro foi mais complicada. Eu decidi realmente fazer esse trecho meio em cima da hora, com apenas 1 mês de antecedência, então mesmo pesquisando exaustivamente hotéis (impossivelmente caros, só perdem para os preços deles mesmos no carnaval) e albergues (nessas épocas chamados de hostels e destinados para gringos que pagam em Euro), não encontrei nada que não precisasse vender um rim ou me prostituir para pagar a hospedagem. Entretanto, depois de tanta pesquisa acabei encontrando uma outra categoria de hospedagem, que já havia experimentado informalmente na viagem para Santo Antônio do Rio Abaixo, a hospedagem em quartos das casas dos locais.

Existem vários sites que unem as pessoas que disponibilizam a casa ou quartos para pessoas que querem uma hospedagem mais em conta, entre os maiores temos o www.camaecafe.com.br e o www.bbrasil.com (esses sites são chamados de Bed and Breakfast no resto do mundo). A proposta desses serviços é o que o nome diz mesmo, as pessoas disponibilizam uma cama ou quarto e o café da manhã, nada mais, simples assim. O problema é que em cima da hora, para o Rio, no réveillon, até isto estava caro, algo como R$ 1.300 para um período de 3 dias incluindo o dia 31. E apesar do preço, a maioria já estava ocupada.

DSC07758

2 milhões de pessoas voltando pra casa

Então, decidi fazer uma lista dos possíveis lugares nos quais poderia me hospedar, que incluía até motéis e estacionamentos de supermercado e fui com a cara e a coragem. No dia de ir embora de Paraty resolvi sair bem cedo, para ter mais tempo para encontrar hospedagem no Rio. Chegando lá fui direto para o bairro de Santa Teresa, a sede do Cama e Café. A moça responsável falou que achava que apenas os gringos chegavam na véspera do réveillon sem lugar pra ficar. Entre os lugares ainda disponíveis, estava um de R$ 1300, a um quarteirão da praia de Copacabana. Como ele ainda não havia sido alugado, achei que poderia negociar com a dona, já que se eu não alugasse ninguém mais alugaria tão perto do ano novo. Depois de negociar bastante consegui por R$ 900, tirando o café, então era só a cama. Isso não é muito barato para um pão duro, mas levando em conta que ficaria quase 3 dias num quarto com ar condicionado a um quarteirão da praia de Copacabana, na segunda época mais cara do ano para hospedagem no rio (só perde para o carnaval) acho que valia isso mesmo.

DSC07747

Outra facada foi o estacionamento no Rio, isso eu não sabia, mas várias ruas ficam proibidas de estacionar na noite do ano novo e as pessoas guardam suas vagas na rua com quase UMA SEMANA de antecedência! Renovando os talões de estacionamento durante dias, uma coisa impressionante… Chega a ser desesperador não ter onde parar o carro num raio de quilômetros, dá vontade de largar o carro na rua e deixar ser rebocado, afinal ele vai ficar em segurança e a multa mais a diária do pátio da polícia deve ser mais barato que os até R$ 300 que os estacionamentos estavam cobrando apenas para noite de ano novo.

Depois de rodar todo o bairro, por milagre e pela incrível coincidência dos donos do estacionamento serem da cidade da minha sogra, consegui um na esquina da rua onde estava, por “apenas” R$ 150, e ainda poderia ficar 2 dias. Uma “pechincha” para quem está acostumado a gastar.

Então é isso, ficam as dicas para se hospedar no Rio e em outros lugares que compartilham das mesma situações. Espero que ajude, abraço!