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Construção – Lajes

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Olá, pessoal, depois de um bom tempo resolvi escrever mais um artigo. A ideia veio do pedido de um amigo que está construindo sua casa e pediu dicas para a compra de concreto usinado para a laje. Está muito difícil escrever no blog, o tempo está cada vez mais curto, não sei quando surgirá um novo artigo.
Quando estava fazendo o terraço daqui de casa descobri que esse é mais um mercado em que acontecem algumas picaretagens, então tem que ter cuidado na hora de contratar. O concreto numa obra é algo barato em relação ao preço total da obra e praticamente impossível de ser substituído, por isso, nesse caso, talvez seja melhor pagar um pouco mais caro no concreto de uma boa empresa. Já imaginou depois de sua laje pronta ter que demolir todo o serviço porque a qualidade do produto é ruim, ou ter que gastar mais com obras complementares para poder ter segurança e ficar sem transtornos, como vazamentos?
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Então vamos às dicas:
•    Primeiro saiba que produto você precisa, concreto não é tudo igual. Existem vários tipos de concreto no mercado, mas para obras residenciais as opções são menores, então é mais fácil de escolher. Não tem como comparar preços se não estamos tratando do mesmo produto. Basicamente temos que saber qual resistência queremos, ela é medida pela capacidade de suportar compressão e é chamada de FCK. A unidade de medida do FCK é o Megapascal (MPa), onde 1,0 MPa equivale à capacidade de suportar 10 Kgf/cm² (força por área é igual medida de pressão), como eu pretendia usar a laje para alguns eventos, construir uma cozinha e banheiros, a escolha foi pelo concreto de resistência de 25 MPa. O tipo de brita foi a zero (que tem diâmetro de 12mm), pois, conforme a ABNT, o tamanho da brita não pode ultrapassar 1/3 da espessura da laje que foi indicado pelo pedreiro ser de 70mm (1/3 de 70mm é 23mm, que seria nosso limite).

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•    O segundo ponto é saber a quantidade de concreto que precisará. Inicialmente essa tarefa parece fácil, você pensa em calcular a área da laje e multiplicar pela espessura, porém, o cálculo não é tão simples. A laje não é um tanque impermeável e sem deformação, portanto, é necessário calcular um percentual a mais para o concreto que é “perdido” ao se infiltrar e deformar estruturas. É aqui que começa a picaretagem de algumas pessoas. Alguns vendedores calculam uma quantidade maior de concreto que a necessária para, dessa forma, ganhar com a diferença entre o que ele te vende e o que é entregue. Também há um risco nesse ponto, que é o de faltar concreto quando o cálculo é mal feito. Por isso é necessário pesquisar preços com vários fornecedores e, como veremos adiante, buscar referências de fornecedores.
•    O terceiro ponto é procurar referências do fornecedor. É preciso pesquisar a reputação da empresa, procurar por reclamações na internet ou de outras pessoas que compraram, como vizinhos. Também é bom se informar com pessoas que fizeram obra há mais tempo, para saber como ficou, se não apresenta rachaduras ou infiltrações. Na época vi reclamações até de empresas grandes. Aqui vale uma ressalva, tem que verificar se a pessoa cumpriu o processo de cura corretamente. Depois que a laje é concretada é necessário molhá-la em intervalos curtos de horas, caso contrário ela poderá trincar.

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•    Por fim, como o nome do blog diz, foi a hora de ser pão duro. Contratei uma empresa que tinha boa reputação e bons preços. Ah! Não deixe de tentar pechinchar, sempre sai um desconto, mesmo que pequeno. Além disso, as empresas costumam ter opções de pagamento sem juros. Pra quem está construindo, toda a economia é bem vinda, uma obra é algo bem caro.
Para quem quer contratar esse serviço em BH e região, segue o site da empresa que contratei: www.asamix.com.br. Eles têm bom preço e boas referências, a obra ficou boa e com custo baixo. Vi que o site atual deles conta com alguns artigos bem interessantes sobre o tema, além de algumas dicas e alertas pra hora de contratar.

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Cuidados na contratação de serviços

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Hi!

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Eu acabei de ver todo o filme do Hitchcock (o filme sobre ele, não um dos filmes dele) sem perceber que o ator que o fazia era o Anthony Hopkins, que estava muito gordo e diferente, parece até que ele mexeu no lábio. Da mesma forma  que eu fui enganado por ele, na hora de contratar um prestador de serviços, existem “profissionais” dignos de Oscar.

 

Cada um ao seu estilo, muitos vão tentar te enganar. Vai ter o que fala que faz aquele serviço muito bem mas vai sair uma porcaria, vai ter o que fala que faz em uma semana e demora 1 mês (quase todos os pedreiros) e vai ter também o que vai tentar de enganar com o preço, combinando um preço para o serviço e querendo aumentar depois que começar alegando que é mais difícil do ele previa ou vai gastar mais tempo. Você deve sempre tentar se resguardar desses picaretas (você e seu dinheiro), que existem em todas as categorias.

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Uma forma fácil e barata de tentar evitar esse povinho é fazer um contrato de prestação de serviços. Muitas vezes esse contrato até te ajuda a peneirar os picaretas, pois quando você avisar que vai fazer o contrato ou pedir os documentos do maganão muitos simplesmente somem, falam que voltam no dia seguinte, sem problema, super animados, – Trago sim dotô, sem problemas, amanhã a gente tá ai cedo e em uma semana a gente termina tudo! Nunca mais você vai ver a cara do sujeito.

 

Mesmo fazendo o contrato, você tem que saber o que colocar nele. Logo no começo da obra eu peguei um modelo simples de contrato e usei ele, mas com a experiência golpística adquirida com a obra, fui só aumentando o contrato, me resguardando cada vez mais. Algumas coisas que entraram depois de umas dores de cabeça foram:

CUECAO DE OURO

1. Pagamento, defina exatamente com o prestador do serviço e no contrato como vão ser feitos os pagamentos, nunca, jamais, pague antecipado! Quando for conversar sobre o serviço já fale sobre isso, se ele falar que trabalha assim, considere isso como um requisito indispensável para você que esse profissional não atende e procure outro. Uma exceção poderia ser você já conhecer o cara a mais de 20 anos prestando serviços para você. Defina também no contrato e explicitamente com ele, como serão feitos os pagamentos. Acho a melhor forma o pagamento proporcional ao progresso, mas as vezes é difícil medir isso, então pode-se combinar o pagamento das partes por tempo, mas tem que se garantir que o serviço não está atrasando. Pelo menos umas 2 vezes aconteceu de alguém abandonar o serviço porque eu não cedia aos constantes pedidos de dinheiro, em todas as vezes o cara também era muito ruim de serviço, ou seja, eram picaretas safados disfarçados.

 

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2. Ferramentas, esse item entrou aqui por causa de situação que depois descobri que era até recorrente. Em um momento da obra, precisamos alugar um martelete (também chamado de britadeira), essa ferramenta é cara pra caraleo! Custa uns R$1.800 e no contrato do empréstimo o espertão do cara que aluga coloca o valor como uns R$ 2.500. Para minha sorte, no contrato de serviço falava que as ferramentas eram responsabilidade do contratado (o que faz sentido, não tem como você que está contratando ficar o dia todo ao lado do sujeito vigiando se ele não tá usando o martelo errado ou forçando a serra com o disco trocado). Tive sorte também que o próprio pedreiro que alugou a ferramenta com um “amigo”, tudo em nome dele. O fato é que misteriosamente, depois de ele ter vindo num domingo que nem deveria e não ter vindo na segunda de manhã quando deveria, o tal do martelete tinha sumido. Fiquei cortando prego de ter que pagar essa mini fortuna, mas o próprio cara que alugou sabia que a responsabilidade era de quem alugou, aí fiquei sabendo que roubo de martelete era muito recorrente e várias vezes era o próprio ajudante ou pedreiro que surrupiavam o dito cujo, diz ele que os pedreiros sérios levavam o martelete para a casa ou pediam pra guardar dentro da casa da pessoa (foi o que a gente fez das outras vezes), em algumas obras os caras trabalham com ele acorrentado, para não serem roubados por ladrões armados passando na rua.

 

Tudo que falei e algumas outras coisinhas fui colocando no contrato, que estou disponibilizando para vocês aqui.

Caso vocês tenham algumas outras situações que são importantes, mas ainda não ocorreram comigo, mandem nos comentários que vou adicionando neste modelo.

Abraço, fui!

Engenheiro, ter ou não ter? Eis a questão.

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Engenheiro Civil

Ao iniciar uma obra pelos procedimentos convencionais atuais, você deveria primeiro contratar um arquiteto para fazer sua planta e ouvir as suas necessidades e depois passar para algo mais técnico e frio com um engenheiro, quando ele deve planejar a estrutura e fundação da sua casa e fazer cálculos de quanto e quais materiais devem ser empregados na mesma. Embora isso seja o procedimento atual de uma construção, vamos analisar como ocorria antigamente, bem antigamente e como chegamos a isso…

 

Os primeiros pedreiros/engenheiros profissionais da história, surgiram na Idade Média. Eles eram os responsáveis pela construção dos castelos e tudo mais que houvesse dentro dos feudos, entretanto, eles não pertenciam ao feudo, pois eles podiam e precisavam se deslocar pelos feudos para construí-los e assim que estivessem acabados, partiam para outra obra. Desta forma, eles não eram servos, nem nobres e muito menos pertenciam ao clero. Até por serem uma classe distinta de todas as outras, desde a Idade Média, eles começaram a se associar. Pedreiro em francês é Maçon (em inglês Mason), daí você já pode perceber a associação e a origem da sociedade secreta da Maçonaria, não atoa representada por um esquadro e um compasso.

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Toda esta divagação histórica, é para que vocês percebam que na antiguidade não existiam faculdades de engenharia e os pedreiros eram os responsáveis pela construção de enormes castelos e edificações, apenas passando seu conhecimento pela experiência e pela palavra, assim como é feito com os pedreiros da atualidade. Muitas construções hoje em dia, principalmente residências mais humildes e até prédios (eu conheço um) são feitos sem o uso de engenheiros formados, apenas com pedreiros ou mestres de obra (pedreiros mais experientes). O que nos leva ao dilema: ter ou não ter um engenheiro?

 

Vou relatar o meu caso e vocês tirem as suas conclusões. Eu não quis contratar um arquiteto nem mesmo para fazer a planta, eles cobram por volta de R$ 5.000,00. Como eu tenho certa facilidade para mexer com programas de computador, baixei o Sketch Up do Google e aprendi a fazer planta baixa nele, consegui até colocar uns móveis e pessoas dentro da casa para ver se os espaços estavam adequados. Inclusive, para saber sobre esta questão de espaços (uma área com 2,00×2,00m é grande ou pequena?) tive que estudar bastante, vou postar logo em seguida um texto com as medidas básicas de construção que me guiou muito nestas definições. Eu tive que estudar muito do assunto, ver muiiitas plantas para ter ideias e entender como os apartamentos atuais estão sendo construídos e isso tudo deve ter me tomados mais de 6 meses (tempo em que as obras da garagem estavam sendo feitas e eu procurava um pedreiro).

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Como vocês podem perceber, eu acredito que todos podem saber um pouco de tudo, assim como ocorria na Idade Média, Leonardo Da Vinci era cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Hoje em dia muita gente acredita que gripe se cura com Dipirona porque é advogado e não médico (não há remédio para vírus) ou não sabe nem o que é um blog porque é psicólogo e não Cientista da Computação. Para quem não tem todo este tempo ou disposição para estudar, talvez contratar um arquiteto possa ser bom, para sua casa não virar um caixote, como um amigo engenheiro falou que a casa ficaria se projetada por mim (ele tinha um irmão arquiteto muito bom, mas no fim ele concordou que a divisão estava melhor que a de um caixote). No caso de optar por um arquiteto use o método da Pesquisa Intensiva de Preços (PIP), mas dê um peso maior para indicações, pois essa ciência leva muito em conta experiência e criatividade.

 

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Metade da minha obra foi construída sobre a laje de uma garagem. No início eu nem mesmo sabia se poderia fazer paredes diretamente sobre a laje, se as paredes deviam seguir as vigas da laje da garagem ou eu teria liberdade para fazer minhas paredes. Na hora de fazer orçamentos com pedreiros aproveitei para fazer a boa e grátis consultoria com diversos profissionais, a maioria dizia que era possível fazer as paredes sem problemas, mas mesmo assim eu estava me sentindo inseguro, então resolvi contratar um engenheiro estrutural (meu amigo engenheiro não servia, pois as especializações são muito intensas até mesmo dentro de uma mesma profissão). Meu sonho de ficar seguro e dormir tranquilo sabendo que a casa não iria cair acabou antes de começar. Tentei vários contatos com engenheiros estruturais, todos que eu tinha por indicações, acabou que já havia conseguido um empreiteiro experiente para a obra e nada de conseguir o engenheiro, alguns nem deixavam o meu contato passar o telefone deles pra mim porque estavam muito ocupados, então eu acabei sendo convencido pelo empreiteiro, que garantia que tudo daria certo e comecei a obra sem engenheiro mesmo.

 

Eu nem sei falar quanto eles cobrariam, pois nenhum chegou a vir aqui, mas acho que a hora de deles não deve passar de R$ 100,00, o que deve ser o valor máximo de uma visita, afinal eles tem um piso salarial definido pelo CREA de 8,5 salários mínimos, que hoje daria  R$ 5.763,00 (8,5 x R$678,00) o que daria uma hora de R$ 32,02, mas claro que para serviços por fora e esporádicos esse valor sempre sobe.

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O problema de não ter contratado o engenheiro, é que minha preocupação não passou após a alvenaria concluída, na verdade ela subiu um andar. Eu estava até tranquilo em saber se a laje da garagem aguentaria as paredes, o problema é que a casa sobre esta laje foi feita quase sem nenhum pilar, e comecei a achar que essa estrutura podia não aguentar o peso do terraço e telhado. Como o martírio de não ter uma certeza maior estava ficando maior do que o gasto que poderia ter com um engenheiro e uma reforma do grau que poderia ser necessária, posterior ao acabamento seria um armagedon financeiro, resolvi novamente procurar um engenheiro.

Então liguei novamente pros contatos antigos, pus no facebook, perguntei pessoas e finalmente consegui! O cara era bem experiente e finalmente consegui marcar com ele num Domingo aqui em casa. Ele era super simpático e bem tranquilo (e eu morrendo de medo do preço!) ele olhou tudo, falou que o pior já passou, que se não caiu até agora não cairia mais (ele ria falando isso) e que a casa não apresentava trincas nem sinais de que estava sobrecarregada, falou pra eu preocupar só com o casamento. Achei ele até tranquilo demais, mas acho que agora posso relaxar mais um pouco (apesar de ainda ficar um pouco cismado), então ele falou que já iria e eu fiz a dolorosa pergunta: quanto é a visita?

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Agora vocês acham que vou responder à pergunta de quanto custa a visita de um engenheiro??? Não! Para a Nossa Alegria ele disse que aquilo não era nada, que nem cobraria pois não havia problema algum, eu até insisti um pouquinho falando da gasolina e o fato de ser Domingo, mas ele disse que não precisava (engenheiro ganha bem, não precisa de trocado) e foi embora, bom né! Se alguém souber o preço da visita, comenta ai. Abraço!

Demolição, como evitar picaretas e ainda ter um preço baixo

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Aqui vai a primeira e muito importante dica que uso SEMPRE: Pesquisa Intensiva de Preços (PIP). Se você fizer uma grande pesquisa de preços sobre qualquer coisa você vai se surpreender com a diferença de preços que certos produtos podem apresentar e muitas vezes essa diferença não significa perda de qualidade. O problema é que existe mercado para todo mundo, para os que cobram caro e para os que cobram barato, pois muita gente acha que seu tempo vale mais que seu dinheiro (talvez vale mesmo, ai blz) e não pesquisa nada antes de comprar algo ou contratar um serviço, eu não faço isso…

Como fazer a pesquisa: principalmente quando forem mais itens, comece criando uma planilha de excel. Se você tiver um conhecimento um pouco mais avançado de excel, faça uma fórmula que já destaque os menores preços encontrados e marque eles de verde. Assim que der eu coloco uma planilha assim que usei pra pesquisar preço de material de construção.

 

Voltando à demolição, comecei a pesquisa por onde sempre começo quando não tenho indicações de profissionais: catálogo (papel mesmo), telelistas.net e Google. É importante você usar todas estas diferentes mídias de pesquisa porque geralmente as empresas mais baratas nem sabem se internet é de comer ou de passar no cabelo, elas estão paradas no tempo, inclusive com suas listas de preços desatualizadas, defasadas em relação aos concorrentes e por isso mesmo absurdamente baratas!

 

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Então comecei a ligar intensamente para empresas de demolição. Neste tipo de serviço é necessário visita ao local para definição do orçamento. Não perca tempo agendando com um, esperando ele vir e agendando com outro. Muitas raças categorias de trabalhadores se dão ao luxo de faltarem em 90% dos agendamentos de orçamento, como os pedreiros (faço questão de dedicar um post a eles). Marque orçamentos freneticamente, com diferença de 15 minutos entre eles, com serviços elétricos aconteceu de minha mãe enrolar um na porta enquanto eu recebia o preço de outro e despachava ele por outra porta ou deles se encontrarem na porta e você ficar meio constrangido com o encontro, mas por outro lado foi bom que eles perceberam que não estava apenas pegando o primeiro que achei e davam preços menores inclusive falando “Da prioridade pra mim mano, a gente faz um preço menor se precisar.”

Agora vem o problema dessa estratégia, que só percebi depois de contratar o serviço. Lembrem que na grande maioria dos casos o baixo preço não significa baixa qualidade, ainda mais quando o preço baixo vem de uma pesquisa intensa. Mas as vezes acontece perda da qualidade.

Como tentar prever isso? A visitação intensiva de prestadores de serviço te trás 2 ótimos benefícios, e o melhor: grátis!

Os benefícios são:

1. Você começa a ter um preço médio do serviço deste mercado, começa a entender os valores desse setor.

2. Consultoria grátis! Fazendo perguntas para os profissionais e complementando com pesquisas na internet, você vai começar a se tornar um especialista temporário no assunto aprendendo como são os processos e os termos da área, falar a linguagem deste profissionais gera uma diminuição imediata dos preços, eles têm um preço para leigos e um para entendidos, até eu faço isso quando presto um serviço e muitos profissionais também.

Baseado nestes 2 benefícios você pode tentar evitar os caloteiros percebendo um preço imensamente abaixo do mercado ou percebendo pela fala do profissional e por algumas perguntas de teste que você aprende a fazer depois que entende do assunto, que ele não entende daquilo ou está falando bobagem.

Como a demolição era o primeiro serviço que estava contratando e ainda era “Junim” peguei o mais barato seguindo minha máxima:

Se não tiver uma indicação do serviço, pegue o mais barato, se não der certo pelo menos você gastou o mínimo de dinheiro.

E foi batata. O cara tinha um preço como 3x menos que os outros que nem iam retirar a terra da garagem que eu precisava e era cheio de segurança e prazos absurdos, outro indício forte de picaretagem. Quem fala que faz e acontece, tudo ele resolve e ainda é mais rápido do que o humanamente possível é picareta! O cara começou até bem, quebrou a casa quase toda em um dia, depois disso parou. Ficou só um cara fazendo o serviço muito lentamente, ele roubou os fios que eu falei que queria, começou a pedição de dinheiro típica dos picaretas e no fim, quando você fala que não vai dar mais dinheiro, fez o que outros safados também fizeram, fugiu! Não sem antes roubar uma portar de ferro para pagar o caminhão de entulho e deixando um ajudante me aporrinhando e ameaçando para que eu o pagasse. Tive que dar uns tijolos da demolição pra ele parar de reclamar e vir à minha casa.

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Ele deixou as ruínas da casa e todo o entulho. E eu ainda havia combinado com ele retirar algo que deve ter dado uns 27m³ de terra socada, que quando se tira triplica a quantidade. Imagina fazer isso tudo por algo que seria em torno de R$ 2.000,00! Claro que era furada, mas eu achei que era um achado dos preços baixos.

No fim eu gastei um pouco mais que isso para acabar a demolição e retirar os entulhos. Na parte da terra foram mais uns 7k de mão de obra e dezenas de caminhões de terra a R$ 180,00 cada um (chorados!), mais material para construção da garagem. Total: R$ 20.000~.

Então percebam que, tirando o material de alvenaria e a construção dos muros da garagem que ele não forneceria , o que gastei com mão de obra para demolir, retirar os entulhos e a terra ficou em aproximados R$ 10.000,00, 5x mais do que o preço do picareta. É um índice muito alto, que lembrem-se EXISTE ESSA DIFERENÇA PARA SERVIÇOS DE QUALIDADE, mas a sua pesquisa e seu conhecimento do assunto têm que embasar uma diferença dessas, que é raríssima.

 

Este post já está muito extenso, vou deixar para falar de outras formas de se resguardar de picaretas nos próximos posts. Falando do contrato de prestação de serviço (com modelo) e do pagamento.

Abraço e T+!

Construção, como tentar diminuir a vazão deste ralo de dinheiro.

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Ahhh obras, tão boas de se ver concluídas, mas financeiramente tão ruins. Acredito que obras são como a minha experiência com ações, você tem duas alegrias: o dia que começa (compra) e o dia que termina (vende), o meio disso é repleto de confusões, contra tempos, ansiedade, preocupações e claro, perda de dinheiro.

Eu devia ter começado a escrever sobre a construção que estou fazendo logo no início, reportando tudo desde o começo, quando tudo estava fresco na cabeça, mas antes tarde do que mais tarde. Infelizmente não tive essa ideia e só depois percebi a quantidade de blogs de construção de pessoas que registravam até uma reforma de cozinha. A informação desses blogs realmente foi muito útil pra mim e devia ter feito o mesmo para ajudar outras pessoas, até decidir se coloca piso preto ou branco porque todos dizem que eles sujam muito eu consultei esses blogs (conclusão sobre esse assunto: ponha o piso que você gosta, todos sujam e têm problemas).

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Hang Loose pro Lula é sacanagem!

A referida obra que estou fazendo é uma casa na qual pretendo morar assim que me casar, inclusive ela que está segurando o casamento (outro assunto a ser imensamente discutido aqui, afinal é difícil imaginar algo em que se gaste mais dinheiro, para mim, inutilmente). Atualmente a obra está com a alvenaria concluída, com a laje e o telhado está sendo acabado agora. Então falta todo o acabamento, reboco, instalação elétrica (que já começou) e hidráulica.,
Vou tentar ir reportando as coisas mais antigas e já concluídas para não perder o que aprendi com a obra, que foi muita coisa. Uma hora eu alcanço a situação atual e começo a postar em “tempo real”.

 

O Começo de tudo

 

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A casa onde eu morava desde os 7 anos fica em um bairro pobre de Belo Horizonte, mas que não fica na periferia. Até pelo contrário, ele fica bem próximo do centro e é bem localizado, ficando próximo das principais vias de trânsito rápido de BH. Inclusive isso é uma coisa importante na hora de comprar uma casa ou decidir onde construir ou morar, existem vários bairros próximos do centro com residências a preços de bairros periféricos, com as quais você não irá gastar fortunas com deslocamento e consumir todo o seu tempo nestes trajetos.

Essa primeira casa era muito antiga e depois de uns 10 anos nos mudados para uma outra casa que havia nos fundos do mesmo lote, que é bem grande. A intenção era reformar ou construir outra casa no lugar da antiga, acabou que ficamos na casa provisória por mais uns 10 anos. A obra só realmente começou quando eu comecei a ter dinheiro para construir, juntamente com minha mãe, já que a dela está sendo feita junto (geminadas).

Então o primeiro dilema de todos foi a demolição da casa antiga. Primeiro problema, arrumar uma firma de demolição barata.

continua…

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