Posts tagged Pão Duro Way of Travel

Viagem Pão Dura: Santo Antônio do Rio Abaixo – MG

2

camping trip hot chicks girl

 

Carro revisado, malas prontas e um item essencial para economizar dinheiro: barraca! Tá, se você é um pão duro, gosta de viajar, mas não gosta de acampar vai ser difícil você conseguir uma grande economia com suas viagens, pelo menos na parte da hospedagem. Ainda sim é possível se hospedar de forma barata sem acampar, como vou mostrar nesta viagem mesmo, mas normalmente barraca ou dormir no carro mesmo são as formas mais baratas de hospedagem, sendo que a barraca ganha disparado no conforto em relação ao carro, mas tem o inconveniente da raça favelada barraqueira sem educação que normalmente frequenta os campings.

Você consegue comprar barracas razoáveis como a minha em supermercados como o Extra por R$ 60,00. Ela diz ser para 4 pessoas, mas abriga confortavelmente com bagagem 2 ou no máximo 3 pessoas. Elas não são feitas para aguentar muita chuva, mas já usei ela umas 10 vezes e numa delas choveu bastante quando não estava nela, quando voltei ela estava cheia de água, mas como o colchão era de ar e as malas estavam no carro nada se molhou.

Mapa do caminho

Mapa do caminho

O roteiro da viagem consistia em passar a noite em Santa Maria de Itabira, que era a última cidade antes da estrada de terra, pois não queria passar nessa estrada de noite. Em Santo Antônio ficaríamos em um camping grátis, o que é raro, normalmente os camping cobram algo em torno de R$ 30,00 o feriado por pessoa, podendo variar bastante esse valor.

Chegamos a Santa Maria já de noite, e comecei a fazer a coisa que mais faço em viagens, olhar preço de hospedagem (quando são longas isso empata com olhar preço de combustível). A cidade tinha uns 2 hotéis, mas era uns R$ 50,00 por pessoa e eu não queria pagar isso de jeito nenhum. Então fiz o que sempre me salvou nessas viagens, falar com os nativos! Tá ai uma super dica para economizar: conversar. Para dar um boost nessa dica, você pode conversar com alguém que você está pagando, como assim? Explico, em algumas cidades as pessoas são receptivas por natureza e vão te dar dicas e conselhos de graça, em outras (São Tomé das Letras é um exemplo) as pessoas são mais fechadas e ariscas com os turistas e você tem que arrumar um meio de soltar mais a língua delas, esse meio é o que move o mundo: grana!

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

Janela do quarto em Santa Maria de Itabira

 

Conversando com a menina da lanchonete abaixo de um dos hotéis, ela indicou uma “pousada” que na verdade era a casa de dois velhinhos, alertando que a casa era um pouco desarrumada e antiga. Fomos ao local, realmente a casa podia ser mais bem cuidada, mas quando o velhinho falou o preço tive até que confirmar se era por pessoa ou o casal, foi R$ 25 pra nós dois, ¼ do preço do hotel!

De manhã partimos para Santo Antônio do Rio Abaixo, chegamos lá na hora do almoço e fomos direto para o camping grátis. Estava chovendo, tinha uns 3 carros de som ligados no local, uma farofada danada, até pra minha pão duragem estava achando uma furada ficar ali, mas por garantia armamos a barraca para segurar um lugar pois não parava de chegar gente e fomos ver outros possibilidades na cidade. Existiam 2 hotéis um que ficaria uns R$ 500 todo o carnaval e não tinha mais vagas, outro que era uns R$ 300 e tinha um quarto e nada mais, nem pousadas nem nada (a cidade é um ovo de codorna).

 

 O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

O camping em Santo Antônio do Rio Abaixo

 

Como estava chovendo, pensei que muita gente deve ter desistido de viajar e achei que poderiam ter casas para alugar ainda e resolvi perguntar isso para uma menina de uma barraquinha que compramos algo para comer. Foi batata, ela falou que tinham umas 3 casas que seriam alugadas e o povo desistiu de ir, pedi para ela mostrar onde eram. Chegando a uma delas, a senhora dona da casa mandou a gente subir, expliquei que gostaria de alugar um quarto e ela prontamente falou que a gente podia ficar em um, nem precisava pagar nada! Todos os dias ela insistia para almoçarmos com ela, fez salgado, lanche, café da manhã e no fim tive que insistir muito pra ela receber R$ 50 pelos 3 dias que ficamos! O feriado foi uma merda por causa da chuva e porque descobri que chegava gente de todas as cidades próximas pros shows na cidade que eram famosos (e eu fugindo de gente), mas o custo foi uma maravilha!

Além de tudo, até hoje temos contato com o pessoal de lá e ainda penso em voltar fora do carnaval e da chuva, ficando na casa dela, é claro! Então aí fica a dica dessa viagem: procurar casas de nativos para ficar, baratas, muitas vezes com comida, companhia e guias turísticos grátis!

Fui…

Viagens Pão Duras

1

E aí pessoal, blz? To meio sumido, mas vou tentar ter mais constância com os posts.

Hoje gostaria de escrever sobre uma coisa que já fiz muito e gostaria de compartilhar com vocês: Viagens Pão Duras.

viagem1

Apesar de ser pão duro, um dos meus maiores divertimentos são as viagens, entretanto isso é um gosto meio contraditório para um pão duro, pois normalmente se gasta muito em viagens. Só que não precisa ser assim! Dá até pra você viajar sem gastar dinheiro nenhum, que o digam os mochileiros, caroneiros, hippies e filmes como Na Natureza Selvagem e Na Estrada.

Eu gosto muito do estilo de vida dos caras desses filmes são muito tentadores, ainda mais que são baseados em fatos reais, muitas vezes penso em seguir a linha deles…

alex supertramp

Pra quem não viu, o Na Natureza Selvagem (Into the Wild) conta a história de um rapaz que ao terminar a faculdade de direito, que era o sonho dos pais dele e não dele, entrega o diploma para os pais e desaparece com o carro dele. Pelo caminho ele abandona o carro, queima (!) o resto de dinheiro dele (coisa que não compactuo de forma alguma) e vira um caroneiro. Ele acaba indo para o Alasca no verão e fica ilhado por lá dentro de um ônibus no inverno, não vou fazer mais spoilers para não estragar para quem não viu, mas o filme é muito bom.

On the Road

Já o Na Estrada (On the Road), conta a história de um escritor, que é quem escreveu o livro no qual o filme é baseado. Esse escritor e os seus amigos são os criadores do Movimento Beat que é o movimento precursor da cultura Hippie, da onde veio um monte de gente como o hipponga John Lennon dos Beatles (Beat Generation). O filme mostra os peitinhos da Bela de crepúsculo (que está nos dois filmes) como também mostra esses caras sem grana alguma viajando por todos os EUA como também pro México, fumando bitucas de cigarro e maconha barata.

O problema com o estilo hippie de viajar é a falta de segurança, conforto (que é 0) e previsibilidade da viagem, o que complica para quem trabalha e tem que estar de volta em um dia certo. Quando eu conquistar minha independência financeira gostaria de experimentar umas viagens sem destino e prazos assim, mas acho que nunca teria coragem de verdade.

Como eu ainda não tenho a independência financeira ou colhões para fazer este tipo de viagem, então vou falar do Pão Duro Way of Travel!

viagem2

O Pão Duro Way of Travel não tem a economia extrema do estilo Beat/Hippie de viajar, mas em contrapartida tem mais conforto e previsibilidade na viagem, ainda sim gastando o mínimo de dinheiro.

Como este post já está extenso, vou deixar para falar as dicas do estilo em um outro post, com um exemplo prático de alguma viagem que fiz.

Hari Bol!

Go to Top